O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 07/06/2021
Desde épocas passadas, na Grécia Antiga, a padronização dos corpos era algo valorizado, já que a cultura da prática de esportes físicos era intenso para os gregos antigos. Para eles, alcançar essa estética corporal era a busca pela perfeição. Porém, essa cultura foi se disseminando com o tempo e cada vez mais sendo levada a sério, fazendo com que pessoas utilizem aplicativos para modificação de sua beleza através da inteligência artificial, ou então com procedimentos estéticos levando a divindade corporal.
Primeiramente, é importante ressaltar que esses procedimentos que levam a mudança física dos indivíduos vieram juntamente com a evolução da tecnologia e o aperfeiçoamento das práticas através da Revolução Industrial. Com isso, pessoas conseguem de maneira simples e prática mudar sua aparência querendo cada vez mais se aproximar dessa padronização estética imposta pela sociedade.
Também é importante destacar que esse culto à padronização corporal tem elevado a taxa de pessoas que desenvolveram problemas relacionados a transtornos alimentares, como: anorexia, bulimia e vigorexia. No Brasil, cerca de 10% dos jovens sofrem com distúrbios alimentares, de acordo com a Organização Mundial da Saúde. Este dado também destaca que na maioria das vezes, esses problemas têm como público alvo os jovens, já que são indivíduos mais expostos ao mundo intelectual.
Por conseguinte, é necessário que o Ministério da Educação, juntamente com o Ministério da Cultura, aplique palestras que debatam esse problema social, demonstrando que isso é algo implementado desde épocas passadas, e que existem vários tipos de corpos, e que sua formatação não define sua saúde e nem sua elevação no meio social. Consigo, a sociedade irá apresentar pessoas mais conscientes e as taxas relacionadas à transtornos alimentares irá diminuir.