O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 10/06/2021

Na série sul coreana, “True Beauty”, é retratado a história de Im Jungyeong, uma garota que não segue os padrões de beleza impostos pela sociedade e por isso sofre bullying em sua escola. Contudo, após mudar-se, ela passa a se maquiar para se sentir mais aceita e se encaixar nos estereótipos femininos. Fora da ficção, essa é uma postura seguida por muitos brasileiros, seja pela pressão das mídias ou pela falta de medidas governamentais que amenizem o problema. Portanto, faz-se necessária a intervenção para a diminuição da padronização corporal no Brasil.

Em primeira análise, é preciso citar a grande influência da mídia para a formação de padrões estéticos que, muitas vezes, são impossíveis de serem seguidos e podem ocasionar diversos distúrbios como anorexia, bulimia e depressão. Tal fato pode ser exemplificado pela personagem Emily,  do filme “O diabo veste Prada” , que para seguir o modelo “ideal” de corpo acaba desenvolvendo anorexia- transtorno alimentar causado por um desejo excessivo de emagrecer. Além disso, de acordo com a pesquisa " Há uma Beleza Nada Convencional" comissionada pela Dove,  83% das mulheres entrevistadas se sentem pressionadas para seguir um padrão, demonstrando-se assim a pressão da mídia e da sociedade para a manutenção desses esteriótipos.

Ademais, análogo a Primeira Lei de Newton, em que um corpo não sofre variações a menos que hajam forças externas agindo sobre ele, a ausência de políticas governamentais eficientes impedem a solução deste problema. Segundo dados do International Society of Aesthetic Plastic Surgery ( ISASP) de 2013, o Brasil é o país que mais realiza cirurgias estéticas, sendo 87,2% das pessoas que realizaram esses procedimentos, mulheres. Esse fato somada a falta de debates em escolas  sobre a diversidade e a importância da aceitação pessoal, demonstram o descaso do Estado em relação a esta problemática.

Portanto, medidas tornam-se necessárias para combater o culto à padronização corporal no Brasil. É imprenscindível que a mídia mostre uma maior diversificação da imagem corporal por meio de novelas, seriados e revistas. Paralelamente, o Ministério da Educação, em parceria com as ecolas, por meio de um projeto de lei entregue a câmara dos deputados, deve ministrar palestras e aulas em que os indivíduos possam desenvolver uma maior aceitação pessoal com o acompanhamento de psicólogos experientes afim de desconstruir os padrões existentes na sociedade. Dessa forma, haverá uma sociedade que respeita as difereças de seus cidadãos e impede a existências de mais Im Jungyeong’s.