O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 18/06/2021
No início do século XX, as mulheres buscavam uma idealização do corpo, porém desde a antiguidade o sexo feminino tinha um padrão perfeito que simbolizava a fertilidade. Atualmente, a ilusão das redes sociais e a busca da perfeição no mundo da moda são fatores que levam a sociedade ao devaneio da estrutura física perfeita. Com efeito, evidencia – se a necessidade da divulgação nas plataformas digitais e em desfiles sobre a variedade de corpos no corpo social.
Primeiramente, a internet dissemina uma imagem ilusória da vida pessoal e assim a sociedade acredita em uma idealização das coisas. É evidente que com a evolução da tecnologia, os indivíduos se tornaram cada vez mais conectados e nessa conexão demasiada buscam a perfeição apresentada pela internet. Portanto, a demanda pela estrutura física perfeita está associada a Sociedade do Cansaço descrita por Byung-Chul Han, filósofo sul-coreano, onde as pessoas estão à procura constante da perfeição. Para que o padrão corporal deixe de existir é necessário a divulgação de imagens sobre a diversidade das estruturas físicas dos indivíduos.
Ademais, o culto ao corpo perfeito também está no ambiente das passarelas da moda. Segundo o BBC, “British Broadcasting Corporation”, a padronização pela estrutura física ideal foi estabelecida desde a Grécia Antiga, onde os deuses eram retratados com músculos que simbolizavam a força e as deusas com curvas que traziam a fertilidade e a sexualidade. Nesse sentido, sempre existiu uma forma sublime do corpo e do mesmo modo, houve a criação da Garota Gibson, criada pelo artista Charles Dana Gibson, na qual era alta, cintura fina e quadril largo. Para que o corpo não tem um ideal perfeito é fundamental a exibição da multiplicidade de corpos diferentes nos desfiles de moda.
Logo, a sociedade apresenta uma idealização da estrutura física perfeita que é incentivada pela moda e redes sociais. Sendo assim, a solução viável para a ilusão exposta na internet e a busca da perfeição nos desfiles vem por meio de uma intervenção das empresas da moda, projetos de incentivo as pessoas sobre a diversidade de ideais que serão divulgadas em desfiles e nas plataformas digitais, por intermédio de investimentos das indústrias têxteis, a fim de erradicar o culto à padronização corporal.