O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 30/06/2021
A sociedade brasileira vive um paradoxo: os interesses individuais se sobrepõem aos anseios coletivos. Em um cenário assim, é de se salientar a necessidade de uma mudança no âmbito da padronização corporal, em que, devido aos muitos influenciadores que prezam pela estética, grande parte dos cidadãos não se sentem satisfeitos com sua aperência física e deseja mudá-la. Isso ocorre, em grande medida, porque as transformações ocorridas no Brasil fomentam discussões exaltadas acerca das mídias, que impõem padrões de beleza, bem como a respeito das consequências causadas pela excessiva busca do protótipo corporal.
É fundamental pontuar, de início, que os meios tecnológicos de dominação midiática, influencia muitos indivíduos a almejarem o modo de vida ou estética das fíguras públicas. Dessa forma, é comum notar que, em pleno século XXI, o anseio por um corpo perfeito ainda está enraizado na cultura brasileira, haja vista que esses padrões sempre estevem presentes na humanidade. Nessa perspectiva, é válido citar que, durante o século XIV, durante o Renascentismo, esse protótipo se baseava no tamanho da testa, quanto maior ela era, mais bonita era considerada pela sociedade. Dessa maneira, torna-se evidente que os padrões mudam conforme o tempo e causam impactos em muitos indivíduos.
Paralelo a isso, é válido analisar, ainda, as consequências que a busca por uma estética padronizada pode causar na saúde dos cidadãos. Sendo assim, algumas doenças como a anorexia e a bulimia estão diretamente ligadas à procura incessante pelo corpo visto como perfeito, porém essas enfermidades podem levar pessoas à óbito, devido à falta de nutientes essências ou até mesmo falta de apetite. Nessa direção, cabe citar que essa padronização não só oferece problemas físicos, como também psicológicos, visto que a depressão e ansiedade estão cada vez mais presentes no meio social.
Evidencia-se, portanto, que os padões corporais constituem um obstáculo para a consolidação de uma comunidade mais saudável fisicamente e psicológicamente. Sendo assim é fundamental priorizar por medidas que sejam eficazes para a diminuição de enfermidades correlacionadas à estética. Para que essa problemática seja resolvida, urge que o Ministério da Saúde, promova palestras em escolas sobre saúde e padrões corporais, com o intuito de ensinar aos adolescentes a terem opiniões próprias e não serem influenciados pela mídia. Isso pode ser feito com o auxílio de médicos, para citar doenças causadas por distúrbios alimentares por esses protótipos. Além disso, é preciso que o governo disponibilize psiquiatras, nutricionistas e educadores físicos gratuitos e de facíl acesso, de forma que esses auxiliem os indivíduos que desenvolveram doenças devido à padronização corporal. Com essas aspirações, espera-se que a população viva de maneira mais sádia.