O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 04/07/2021
Apesar de ser conhecida por seus autorretratos inspirados no surrealismo, Frida Kahlo, também é considerada, pelos movimentos feministas, um símbolo de liberdade. A pintora costumava a quebrar o ideal de beleza estabelecido pela sociedade, ao utilizar seu buço e as sobrancelhas de forma natural, questionando a pressão estética feminina. No entanto, o culto à padronização corporal ainda persiste, principalmente, no Brasil. Isso acontece devido à escassez da abordagem do tema e à propagação padronizada, por parte da mídia.
Em primeira instância, é relevante abordar a falta de questionamento sobre o corpo exemplar. Segundo Sócrates, a maneira de se chegar ao conhecimento é através do diálogo. De fato, o que disse o filósofo, pode ser visto na realidade quando não se observa a problemática em debate no país, ou seja, a população apenas aceita o padrão corporal imposto, em vez de, assim como a mexicana, questionar o porquê de todos os corpos não serem incluídos, o motivo de ainda existir essa opressão do corpo e, através do aprendizado, definir o que poderá ser feito para amenizar essa veneração a constituição física não real.
Ademais, vale destacar que a mídia tem um papel fundamental no agravamento desse entrave. O país verde-amarelo, ao ultrapassar o Estados Unidos, tornou-se a nação que mais faz cirurgia plásticas no mundo. Nessa linha de pensamento, esse meio de comunicação, compartilha uma falsa ideia de que o certo é seguir o padrão estabelecido a todo custo, pois, senão, o seu corpo não será cultuado pelas pessoas. Logo, o meio de comunicação amplia procedimentos estéticos, dietas radicais, exercícios em exagero, consequentemente, causando ainda mais uma influência estética e prejuízos a saúde.
Portanto, ante ao exposto, no Brasil, a idolatria ao corpo padrão é evidente. Sendo assim, é necessário que o gorverno, em parceria com o Minsterio da Educação, criem estratégias para introduzir esse assunto em discussão no âmbito escolar, por meio de atividades em que os jovens aprendam, desde cedo, a importância de respeitar todos tipos de corpos, principalmente, os deles. Essas atividades devem ser feitas mensalmente, com assistência de psicologos, a fim de transformar todo o diálogo em conhecimento. Somado a isso, a mídia, em parceria com a Organização mundial de saúde, criem vídeos curtos sobre os danos que a veiculação da beleza idealizada podem ocasionar. Essas gravações poderão ser compartilhadas por “influencers” convidados, que por meio da “#nãoaopadrão” levarão os usuários a se questionarem o que é realmente belo, com o fito de quebrar a ideia do “Homem vitruviano” de Leonardo Da Vinci, como tentou a artista.