O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 13/08/2021
Por volta dos anos 40, Marilyn Monroe e Elisabeth Taylor eram consideradas ícones femininos com suas curvas acentuadas e seus cabelos encaracolados. Em contraste, no Brasil tem repercutido o culto à padronização corporal. Tal cenário se deve a mídia e a sociedade que ditam padrões bem diferentes dos naturais daquela época.
Em primeiro plano, deve-se ressaltar a mídia como fator preponderante. O culto a padronização corporal se dá por meio de homens e mulheres que exibem corpos torneados e estampam o ideal de perfeição, seja em capas de revistas ou internet. O problema é que, no mundo real, esse padrão é quase impossível de ser atingido. A midía além de mostrar “corpos perfeitos”, têm gerado o cosumismo desenfreado com o foco principalmente em roupas e produtos de beleza.
Concomitantemente , a sociedade pode ser apontada como responsável. A novela brasileira Rebeldes, conta a história de Carla, uma jovem que sofre bulimia devido a pressão que sofreu quando era mais nova e estava acima do peso, ficando de fora do padrão de beleza que a sociedade impõe. Similarmente, na busca desenfreada por se assemelhar a tal padrão e por medo do que a sociedade vai falar, muitas mulheres chegam a arriscar suas vidas com procedimentos cirúrgicos e dietas que comprometem a saúde.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Nesse viés, urge que a Mídia, enquanto formadora de opinião, promova uma reflexão aprofundada sobre o assunto mostrando corpos reais, por meio de propagandas na internet e televisão, a fim de que a sociedade compreenda que a singularidade da beleza está justamente no seu aspecto plural. Dessa forma, será possível mitigar o culto à padronização corporal no Brasil.