O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 27/07/2021
Na música da cantora norte-americana Meghan Trainor, “All about that bass”, é mencionado como os padrões estéticos não a afetam. Porém, no Brasil, a realidade é oposta da apresentada na canção, já que a população possui uma grande necessidade de estar no modelo que a mídia retrata nas redes sociais, novelas, revistas, etc.
Segundo John Stuart Mill, sobre seu próprio corpo e mente, o indivíduo é soberano. Por outro lado, até que ponto a sociedade possui a administração do seu corpo? Vivemos em uma época na qual a insegurança predomina entre as pessoas, de modo que afetam seu cotidiano com cobranças constantes. Ainda que, muitas vezes velado, cada vez mais a indústria da beleza induz, principalmente as mulheres, a realizarem procedimentos estéticos para a mudança da aparência, que, pelo contrário, deveriam incentivar a individualidade.
Embora parte da população permaneça resistente ao tema, é de extrema importância o debate para entender o que as levam a desejar o alcance do padrão estabelecido. Sem dúvida, a influência das mídias sociais agrega no crescimento de uma comunidade perfeccionista e mentalmente prejudicada. Nesse sentido, soluções precisam ser pensadas para combater essa problemática, de forma que a padronização não seja mais um problema em nosso país.
Logo, para resolvê-la, é necessário uma mudança da indústria estética, para que esse serviço não oprima pessoas fora do padrão estabelecido, bem como introduzir essa parte da população, a fim de incentivar outras a passarem pelo processo de autoaceitação. Adicionalmente, ONG’s focadas na área ajudarem com apoio psicológico nas escolas como forma de incentivar os jovens na autoestima e na não proliferação das referências estéticas.