O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 11/09/2021
Promulgada pela ONU, em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde e ao bem-estar social. Entretanto, quando se observa o culto à padronização corporal no Brasil e as consequências que essa concepção causa à saúde das pessoas, constata-se que esse conceito impossibilita que a população brasileira desfrute desse direito na prática. Nesse âmbito, nota-se que os impasses como a busca intensa por relações de poder dos indivíduos e a insuficiente exposição midiática acerca das problemáticas dessa questão devem ser superados de imediato, para que um modelo societário integrando seja alcançado. Em uma primeira análise, percebe-se que o culto ao corpo padrão deve-se a necessidade dos sujeitos de sentirem-se superiores a algo ou alguém.Isso pode ser relacionado ao que Foucault discute sobre as relações de poder. Segundo o pensador, as pessoas estão constantemente em busca de estabelecer-se como superiores, ’poderosas’’, em seu meio, mesmo que apenas em relações individuais e não panorâmicas. Desse modo, é consequência dessa busca constante dos indivíduos que, constantemente, a ideia de corpo perfeito é idealizada, pois, assim, as relações de poder são estabelecidas, visto que, o sujeito que não se adequar a esse padrão será dito como inferior e outro que se encaixam superiores. Além disso, é pertinente ressaltar a insuficiente exposição midiática sobre as consequências da idolatraria à padronização corporal. Nessa perspectiva, muitas vezes, a mídia negligência o debate a respeito da opressão causada pela idealização do corpo e sobre os transtornos causados à saúde das pessoas que sofrem dessa pressão estética, esse descaso dos meios de informação se deve ao prejuízo que essa mudança de concepção sobre corpo provocaria as grandes marcas, as quais, geralmente, patrocinam os grandes meios midiáticos. Dessa forma, tem-se como consequência desse desdém, o perpetuamento dessa ideologia estética no imaginário da sociedade. Destarte, torna-se evidente que o revés apresenta diversos percalços, dentre os quais a busca intensa por relações de poder dos indivíduos e a insuficiente exposição midiática acerca das problemáticas dessa questão. Portanto, para minimizar os aspectos em pauta,é dever do Ministério da Educação e Cultura, órgão responsável por fomentar o intelecto de todos os cidadãos brasileiros, por intermédio de palestras e atividade lúdicas, instruir e debater com alunos e responsáveis sobre os perigos de tentar se adequar a um padrão estético, o qual, constantemente, é inacansável , com a finalidade de mitigar um dos aspectos em pauta.Com isso, os preceitos apresentados na Declaração Universal serão ratificados e uma sociedade integrada alcançada.