O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 21/09/2021

A busca pelo corpo perfeito não vem de hoje, e sim desde a Grécia Antiga. Porém, com o surgimento da globalização e das mídias vem notando-se um aumento cada vez maior desse assunto, principalmente no Brasil. Assim sendo, deve-se levar enconta o que de fato leva homens e mulheres a tomarem medidas extremas para obter a “padronização” corporal e quais suas consequências na saúde.

A priori, o conceito de ter um corpo perfeito é o que mais vem discutido nos dias atuais. No entanto, o que tem feito com que cada vez mais pessoas se submetem a métodos extremos como: a bulimia, a anorexia e principalmente a procedimentos estéticos, como exemplo, botox e redução de gordura. Ademais, é grande o número de propagandas tanto na internet quanto na TV que possibilita incentivar jovens e adultos a ter facilmente um “corpo perfeito” em poucos dias, assim, em 2019, o Brasil se tornou o país que mais fez cirurgias plásticas e procedimentos estéticos no mundo.

Consequentemente, é evidente que grande parte desses métodos e cirurgias acabam gerando riscos a saúde. Assim, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) afirma que 70 milhões de pessoas possuem distúrbios alimentares no mundo, sendo grande parte brasileiro e mulheres. Logo, os índices de depressão e ansiedade vem cada vez mais por consequências de não conseguir obter “o corpo ideal” ou em virtude de tal método ter dado errado, acarretando muitas vezes complicações internas e casos que leva o paciente a morte.

Portanto, em virtude dos fatos destacados, uma busca padrão de beleza é um assunto que deve ser discutido cada vez mais na sociedade. Assim, faz-se necessário investir na divulgação de informações sobre as consequências de tais métodos cirurgicos e não cirurgicos para a saúde, por meio, do Ministério da Saúde e dos meios de comunicação. Em suma, é dever das escolas públicas e privadas proporções palestras para jovens e adultos com o intuito de mostrar os riscos e incentivá-los a aceitar e não se submeterem a procedimentos perigosos. Visando assim, formar seres humanos mais informados e felizes com seu próprio corpo, pois cada corpo é único e nem sempre é necessário se sacrificar para se encaixar ao culto da padronização corporal.