O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 20/09/2021
Nas civilizações gregas antigas, o condicionamento físico era imprescindível para a sociedade, porventura a criação de esculturas que representavam a imagem de guerreiros, desse modo, ratifica-se a ideia do que era considerado o belo da época. Analogamente, no Brasil, a busca inalcançável pelo padrão corporal idealizado é bastante prejudicial, em que boa parcela social torna-se frustrada e desmotivada pela situação montada. Dessa forma, é cabível analisar o capitalismo e a alienação social como perspectivas que corroboram o impasse.
Primeiramente, é fulcral pontuar que o capitalismo propaga essa idealização principalmente pela dispersão de propagandas. Segundo Guy Debord no livro “Sociedade do espetáculo”, ele relaciona a influência midiática como meio de propagar o capitalismo através da instrução das pessoas ao mundo do consumo exacerbado baseado na sua imagem e no que possui. Nesse sentido, o consumo de mídia hodiernamente é pautado de mostrar o corpo como produto e passar aquela imagem aos telespectadores, a qual influencia significamente no cotidiano das pessoas e fazem com que optem por uma procura obcecada e frustrante. Logo, medidas resolutivas são fundamentais.
Além disso, vale ressaltar a alienação social como promotora do entrave. De acordo com o sociólogo Émile Durkheim, o fato social consiste em maneiras de agir, de pensar e sentir que exercem determinada força sobre as pessoas, obrigando-as a se adaptar às regras da sociedade onde vivem. Nesse viés, o indivíduo que não segue essa premissa, por vezes, está sujeito a exclusão diante dos grupos que seguem, ademais, evidencia-se um descaso dentro da sociedade e a ratificação da ideia de Durkheim, logo, essas pessoas para se integrarem nesses grupos fazem de tudo para sua inserção, até mesmo a comprometer sua própria saúde.
Depreende-se, portanto, a necessidade de combater esses obstáculos. Para isso, o Ministério das Comunicações modifique essa realidade, por intermédio da fiscalização das mídias - redes sociais, propagandas, campanhas - e promova a democratização do padrão corporal conforme palestras de especialistas, já que todos podem ter um condicionamento adequado, visando a saúde. Assim, espera-se fomentar uma nação idealizada apenas na procura de saúde e não no perdurar de uma definição utópica.