O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 02/10/2021

Os padrões estéticos estão a décadas no Brasil, com as revistas “Carícia” na década de 80, as revistas adolescentes “Capricho” e tantas outras que se perpetuaram em nossa sociedade. Elas foram ditando inúmeros desejos de padrões corporais em cada época, padrões esses que estão presentes até os dias de hoje.

Conforme as revistas deixaram de ser tão populares, elas deram lugar as redes sociais, como o Instagram, uma rede de fotos e vídeos onde muitos influenciadores mostram suas corpos “perfeitos”, muitas vezes, editados por programas de edição para esconder estrias, rugas, espinhas e tantas outras imperfeições. É criada, então, uma certa ilusão de que existe o perfeito, bem como, o padrão a ser seguido.

De certo, toda essa padronização cria diversas rupturas de realidade, jovens e adultos passam a se “alimentarem” desses conteúdos e  a aceitarem aqueles corpos como os ideais, os que merecem notoriedade, por tanto, perde-se assim, a percepção de individualidade e consequentemente, a autoestima, a valorização do seu “eu” e do seu corpo enquanto historiador do seu percurso. Nesse contexto, o site de notícias Uol, relatou em uma de suas colunas como a baixa autoestima pode desencadear doenças como a depressão e a ansiedade com muita facilidade, tais doenças, em estado grave, podem levar o indivíduo ao suicídio ou a crises de pânico, sendo assim, não há dúvidas, então, da nocividade que esse culto ao padrão pode desencadear a sociedade.

Desse modo, é imprescindível que o Ministério da Educação conscientize a população, através das redes sociais, por meio de vídeos interativos e com pluralidade de pessoas, da importância da valorização do corpo como parte da sua individualidade histórica, da aceitação do mesmo como forma de auto cuidado, para que, assim, venhamos ter uma sociedade mais saúdavel e consciente do seu lugar, em que não existe e nem se aplica padrões.