O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 30/10/2021

O culto ao corpo existe desde a Antiguidade, quando os gregos acreditavam que a estética e o físico eram tão importantes quanto o intelecto na busca pela perfeição. Hodiernamente, esse quadro só aumentou de proporção, empurrando as pessoas para a própria insatisfação pessoal, ao invés da perfeição, considerando que é esta a imposição da mídia: padrão de beleza ideal. Com isso,  cresce constantemente o número de casos de transtornos alimentares. Assim, hão de ser analisados tais fatores, a fim de que se possa liquidá-los de maneira eficaz.

A priori, é imperioso destacar que a padronização da beleza corporal é fruto da estereotipização que a mídia impõe. Isso porque, mediante a ausência de uma orientação adequada, os indivíduos são expostos, cotidianamente, a conteúdos que trazem regras de como deveria ser um corpo ideal, este geralmente, traz a presença de cirurgias estéticas: mulheres com próteses mamárias e corpo escultural. Esse panorama se evidencia, por exemplo, quando se observa uma pesquisa feita pela Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética, o Brasil é o 2º país mais vaidoso do mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos. Logo, é substancial a alteração desse quadro que vai de encontro ao enfraquecimento  da saúde mental das pessoas que não entram nesse padrão imposto.

Outrossim, é imperativo pontuar que a manipulação da mídia para que o ser humano busque o corpo perfeito, traz uma série de transtornos alimentares. Isso se torna mais claro quando citamos os exemplos como, bulimia, anorexia e compulsão alimentar, acarretando em dismorfologia, a síndrome da distorção da imagem. As consequências disso foram mostradas no filme “O mínimo para viver”, a personagem principal sofre com anorexia e junto à isso possui distorção da sua imagem, então ela conhece um médico que a ajuda diante da situação. Esse cenário dificulta o exercício da convivência com a diferença e subjetividade corporal de cada um, reforçando uma discriminação.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater à essa cultura sobre um padrão corporal. Para tanto, cabe ao Ministério da Saúde - ramo do estado responsável pela saúde mental - aliada as redes de escola pública e privada, promoverem campanhas educativas com psicólogos acerca do padrão de belezza erroneamente difundido, visando minimizar os impactos que os transtornos alimentares causam, principalmente nos adolescente. Ademais, o Governo Central deve impor controle a empresas, em especiais, as midiáticas, criando propagandas que incluam à todos, excluindo a esteriotipização corporal. Quiçá, assim, tal hiato reverter-se-à, sobretudo, a perspectiva implantada desde a cultura grega.