O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 06/11/2021
No documentário da Netflix, “O dilema das redes”, retrata como a sociedade é manipulada e influênciada pelas plataformas digitais. Em consonância com a realidade da sociedade do documentário supracitado, está a de muitos cidadãos, visto que o culto à padronização corporal na fusão brasileira ainda configura um desafio a ser sanado. Isso ocorre, pela formação de um mundo estereotipado, trazendo como consequência, os distúrbios alimentares.
Primariamente, vale ressaltar que devido ao avanço à tecnologia hodierna, muitas pessoas são estereotipadas pelas redes sociais, ou seja, em um mundo globalizado, o estereótipo padroniza os corpos de modo que o corpo e o peso são características cruciais. No entanto, essas apreciações podem ser errôneas e muitas vezes de teor depreceativo e preconceituoso. Logo, gerando uma série de obsessões e frustações individuais, devido a inalcançável imagem idealizada e vaidade excessiva.
Ademais, é necessário salientar o fator consequente sob à temática, uma vez que às influências e a manipulação contribuem para o desenvolvimento de distúrbios alimentares. Isto é, geralmente causados por pressões do padrão de beleza proposto principalmente, pelas plataformas digitais. De acordo com o site “abrilmdemulher”, oitenta e três por cento das mulheres se sentem pressionadas a alcançar a definição de beleza. Assim, o corpo ideal seria aquele “seios volumosos e quadril largo” segundo a Grécia Antiga. Consequentemente, as mulheres no decorrer da obsessão pela perfeição, desenvolve certo tipo de distúrbio, como a anorexia, caracterizada pela busca intensa pela magreza, na qual a pessoa possui uma imagem corporal distorcida à qual deseja. Nesse cenário, faz-se necessário uma mudança nessa âmbito polarizado.
Portanto, são essenciais medidas operantes para a reversão dessa obsessão pela padronização corporal. Para isso, compete às mídias sociais promover campanhas educativas sobre a conscientização e a valorização natural do corpo, por meio de mobilizações em redes sociais e por intermédio de programas telesivos com viés informativo, afim de evitar a propagação do estereótipo padronizado. Paralelamente, cabe também ao Ministério da Saúde investir em centros de atendimentos públicos, por meio de nutricionistas e psicólogos especializados, com a finalidade de mitigar tal consequências recorrentes à problemática. Só assim, será possível lapidar os riscos dessa alienação proposta pela Grécia Antiga.