O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 21/04/2022

No clássico filme americano “Meninas Malvadas”, a garota mais popular da escola, Regina George, é obcecada pelo próprio corpo e, apesar de ser magra, está sempre buscando meios de emagrecer. Para além da ficção,observa-se que, na conjuntura social brasileira contemporânea, milhares de indivíduos sofrem com os problemas físicos e psicológicos que a imposição do padrão corporal gera. Nesse viés, torna-se crucial analisar as causas e as consequências do problema.

A princípio, é imperioso notar que a imposição que a grande mídia capitalista faz de um corpo ideal, potencializa o culto feminino à padronização corporal. Em contraste com essa obcessão atual, a artista plástica mexicana, Frida Kahlo, com um pensamento extremamente moderno, lutou contra os padrões estéticos femininos. Assim, visto que pouquíssimas mulheres seguem o exemplo de Frida e lutam contra essas imposições, fazem-se necessárias mudanças capazes de mitigar o problema.

Como consequência da intensa busca feminina pelos ideais retratados na mídia, as mulheres podem desenvolver diversos transtornos alimentares, segundo a psicóloga Marina Oliveira. Do mesmo modo, o filme “O mínimo para se viver” exemplifica esses intensos danos psicológicos e físicos na cena de quase morte por desnutrição da personagem principal.Logo, a indispensabilidade de medidas para reduzir o problema se tornam ainda mais evidentes.

Em suma, é inegável que a imposição de padrões corporais causam diversos problemas físicos e mentais. Dessarte, a fim de tornar a população feminina ativa na luta contra padões estéticos, o MEC( Ministério da Educação) e o Ministério da Saúde devem, juntos, promover políticas públicas que - por meio de palestras de profissionais na área de saúde mental nas instituições de ensino - conscientizem as pessoas sobre os perigos da padronização corporal. Espera-se assim que, a obcessão pelo corpo, vivida pela conhecida Regina George, se afaste cada vez mais da realidade brasileira.