O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 30/04/2022

O ditado popular “seja você mesmo”, nunca esteve tão em xeque quanto está nesse momento. Visto um crescimento na padronização de um modelo de beleza inalcansável, este conceito está cada vez mais espremido entre pressões e julgamentos sociais, e estes, por sua vez, aumentam alarmantemente distúrbios alimentares e doenças mentais, principalmente entre mulheres.

Em primeira instância, é necessário salientar que grande parte do público feminino se sente pressionado, de alguma forma, a alcançar um padrão preestabelecido. Segundo uma pesquisa encomendada pela Dove, cerca de 63% da população feminina acredita que precisa atinjir “certa beleza” para ser bem sucedida. Este modelo, aparentemente absurdo, provoca um desejo de alcança-lo mesmo que signifique fazer o impensável, e ,nesse momento, nascem os transtornos alimentares.

Ademais, o índice de doenças mentais e suicídios tem aumentado juntamente com a popularidade das mídias sociais. De acordo com o documentário “O dilema das redes”, o índice de suicídios tem disparado de forma alarmante, principalmente entre jovens mulheres, desde de 2009, ano de popularização das redes sociais e com elas, os estigmas destrutivos e preocupantes da padronização corporal.

Dessa forma, é possível perceber o quão o ideal de beleza está consumindo e prejudicando a sociedade, sobretudo, a mulher. Logo, é proposto que o governo em parceria com as redes televisivas tornem os programas de televisão mais plurais, incluindo pessoas com todos os tipos de corpo, sexo e cor, para que haja uma maior representatividade para o público, além disso disso, a organização de programas de auxílio psicólogico financiados pelo governo, visando assim um Brasil mais plural e moldes menos nocivos.