O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 13/05/2022

É evidente a necessidade de discussão em torno do culto à padronização corporal no Brasil. Com base nesse cenário percebe-se que o “corpo perfeito” é venerado no meio social. Para uma melhor análise dessa questão há dois fatores que precisam ser analisados: a influência das mídias sociais relacionada a aparência na vida das pessoas e os prejuízos causados aos indivíduos.

Sob viés analítico, é importante destacar, a princípio, que a influência das mídias sociais é um fato preponderante para ocorrência dessa problemática. De acordo com o filósofo Karl Marx, o “caráter fraco” é designado a pessoas que que são influenciadas por outras deixando de lado seus próprios princípios.É possível observar a aplicação desse pensamento diariamente, à medida que milhares de pessoas são pressionadas a atingir a definição de beleza em virtude dos padrões egocêntricos impostos pelas mídias.

A posteriori, convém frisar que a busca pelo corpo perfeito pode ultrapassar as barreias do bem-estar e trazer prejuízos a qualidade de vida do indivíduo, visto que essa prática é capaz de tornar-se uma obsessão. Como resultado, essa ação pode resultar no desenvolvimento de distúrbios alimentares, como a anorexia, bulimia os quais, em casos graves, levam à morte, mas também distúrbios psicológicos, como a depressão.

Diante do exposto, compreende- se que a questão do culto a padronização do corpo no Brasil merece análise profunda para que se chegue a possíveis soluções. Admite-se, portanto, que cabe ao Ministério da Saúde promover campanhas de orientação social que visem conscientizar a população sobre os riscos da busca pelo “corpo perfeito” a fim de dar o primeiro passo em direção a outra realidade. Além disso, é imprescindível que o Governo Federal supervisione as propagandas que são veiculadas nos meios de comunicação, com o intuito de liberar apenas publicidades que não perpetuem estereótipos de beleza, visando uma maior liberdade de aparência, para todos, no meio social.