O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 29/05/2022

O culto ao corpo sempre foi tema da sociedade com o passar dos seculos, como os gregos o faziam e exploravam em suas esculturas, porem com o advento da era globalizada o culto ao corpo aumentou-se em escala global e de forma padronizada voltada a atual lógica do consumo. Hoje, a mídia dita padrões e formas eficientes de alcançá-lo com chás e remédios ditos “naturais”. Resta discutir os impactos e consequências dessa padronização na contemporaneidade.

Em princípio, é primordial ressaltar a falta de empenho governamental em relação à saúde pública. Segundo um estudo da Nielsen Holding, mostra que 12% dos brasileiros usam emagrecedores. Diante disso, seria dever governamental ampliar a fiscalização devido a esse grande consumo, entretanto o estado vem negligenciando suas responsabilidades, já que a venda de muitos desses medicamentos contem substancias proibidas legalmente. Desse modo, visto que o consumo dessas substancias é o cotidiano da população, isso a torna um problema nacional, e dever do Estado garantir a segurança do povo.

Ademais, com a lógica do consumo atual, e a criação de uma padronização do “corpo perfeito” se tornou uma forma lucrativa para o mercado. Para a indústria do consumo é mais fácil padronizar os gostos, pois, assim, promovem o consumo desenfreado, com isso a visão do lucro vem acima da noção de saúde. Segundo o Dr. Raymundo Paraná, “as informações a respeito dos suplementos alimentares são contaminadas pelo interesse comercial”. Nesse sentido, muitos suplementos vêm sendo comercializados sem comprovações cientificas, o que pode gerar sérios comprometimentos a saúde de seus consumidores como problemas hepáticos.

Portanto, com o excesso do consumo de substâncias emagrecedoras, torna-se evidente a regulamentação de maneira mais efetiva. Para isso, o Ministério da Saúde, junto à ANVISA, deve aumentar a fiscalização sobre a produção e venda de tais suplementos e produtos, devendo todos passar por registro e aprovação dos órgãos de saúde pública. Ademais, a mídia, deve assumir a sua responsabilidade enquanto formadora de opinião e promover uma reflexão aprofundada sobre o assunto.Com isso, a venda poderá ser desacelerada, levando a mais saúde e qualidade de vida à população