O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 29/07/2022

A personagem Katherine, da série “Euphoria”, retrata uma jovem garota que sofre por não encaixar-se nos padrões de beleza corporais impostos sobre ela, chegando a prostituir-se de maneira online e também a sofrer “bullying” pelos seus proprios colegas de escola. Nesse sentido, observa-se que há um culto a padronização do corpo no Brasil que é gerado não apenas por uma cultura capitalista que impõe padrões para obter maiores vendas, mas também pela negligência escolar em abordar o tema com uma maior profundidade.

A princípio, desde o século XIX até os dias atuais pode-se perceber tentativas do capitalismo de influenciar os moldes do corpo que deve ser venerado pela sociedade através do marketing de suas empresas como antigamente com cartazes e hoje nas redes sociais. Aliás, é notório que quem mais sofre com tal padronização é o corpo da mulher que julgado constantemente pela sociedade do consumo que dita para uma felicidade atrelada a um corpo impossivel de alcançar. Assim, com o advento da internet esse problema ficou muito mais evidente pelo uso das redes sociais com os blogueiros usando-a para disseminar um utópico corpo perfeito.

Ademais, há uma negligência nas escolas do Brasil, uma vez que não abordam os malefícios da padronização do corpo, ou quando abordam é de maneira ineficaz. Aliás, como disse Patrick Higino “A educação abre portas onde o mundo cria paredes”, desse jeito fica nítido que é necessária uma abordagem com maior ênfase nas escolas para debater sobre a problemática abordada, e com um tempo a sociedade brasileira possa vir a enxergar o impasse vivido a tanto tempo.

Portanto, visto que há tal culto para cria-se um padrão do corpo no Brasil, é imprescindível que sejam tomadas atitudes como o intuito de minimizá-la. Logo, urge as mídias brasileiras que criem campanhas a fim de elucidar o problema junto ao corpo social, por meio de verbas governamentais, tal publicidade pode ser executada em redes sociais com vídeos e fotos ou na televisão com documentários mais detalhados. Assim, consequentemente a longo prazo seria notório uma diminuição do problema com uma maior educação tanto das empresas quanto da população e ainda seria possível ver menos casos como o de Katherine.