O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 03/08/2022

Desde da 3° Revolução Industrial, a sociedade passa por diversas mudanças tecnológicas, na qual muda a velocidade que chega a informação às pessoas. Sob essa ótica, com o aumento na rapidez dos meios de comunicação, é notório que ao passar dos anos criou-se um culto á padronização corporal, á estética perfeita alcançada por poucos e “photoshopada” por muitos. Dessa forma, não só a própria mídia incentiva a beleza padronizada, como também há problemas de saúde.

Nesse contexto, tem-se a imprensa a usar desse padrão corporal como peça-chave do problema. Desse modo, a série televisiva “Insatible”, mostra o cotidiano da protagonista que passa por diversos bullyings relacionado ao seu corpo. Fora da ficção, não é diferente, visto que, a violência psicológica ou física causada pelo bullying é agravada pela própria mídia que incentiva o uso de imagens de corpos perfeitos, até mesmo em desfiles de moda, propagandas ou séries televisivas, na qual forma um “padrão” a ser seguido. Logo, necessita-se da ajuda da mídia para “quebrar” essa padronização que vem sendo imposta e incentivada por meio dela.

Ademais, tem-se os problemas de saúde que aparecem com a necessidade de conquistar o corpo ideal. Segundo Arthur Schopenhauer, “O maior erro que um ser humano pode cometer é sacrificar a saúde a qualquer outra vantagem.” Nessa lógica, apesar da fala do sociólogo estar correta, a busca incansável pelo corpo perfeito no Brasil, corrabora com o aparecimento de doenças, como anemia severa causada pela anorexia. Além disso, a depressão e a ansiedade pode agravar por não conseguir chegar ao ideal.

Observa-se, portanto, a importância do debate do culto à padronização corporal no Brasil. Cabe o Ministério da Saúde junto a mídia, minimizar esse padrão imposto e levarem a informação dos problemas de saúde causados a busca do corpo ideal nas instituições educacionais, por meio de palestras (feitas por especialistas na área e mostrar casos reais sobre), teatros (que busca a parte sentimental do espectador), trabalhos em grupo e debates, a fim de minimizar a busca pelo corpo inalcançável, para que menos pessoas fiquem doentes por algo que é mudado ao passar dos anos e que não vale a pena destruir a própria saúde à uma vantagem. Assim, essa problemática poderá ser diminuída.