O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 16/08/2022
No livro “Admirável mundo novo”, do escritor Aldous Huxley, retrata aos leitores uma sociedade antiutópica organizada em padrões sociais. Dentre os personagens, destaca-se Bernard Marx que outrora se sentia inviabilizado a sua casta. Embora seja uma obra ficcional, a produção literária apresenta características que se assemelham ao atual contexto brasileiro, pois, assim como na obra os esteriótipos ligados a padronização corpórea denotam-se presentes na realidade. Nesse viés, torna-se crucial analizar as causas desse revés, dentre as quais se destacam as mídias digitais e a inoperância governamental.
Convém ressaltar, a princípio, o advento das redes sociais para a continuidade da problemática. Em seu livro, “Ensaio sobre a cegueira” Jose Saramago explicita o conceito de “cegueira moral”, em que a sociedade se mantêm alienada frente a problemas inesperados e contraditórios. Diante de tal exposto, o meio virtual tem intensificado o culto ao padrão corporal, prova disso é que cada vez mais as peças publicitárias, cinemas, TV seguem uma indústria de “beleza perfeita”. Dessa forma, as mídias digitais manipulam o comportamento do indivíduo e proporcionam a formação de pessoas alienadas como descrito por Saramago.
Ademais, outro fator a salientar é a inoperância governamental frente ao problema. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, indústrias alimentícias sentem-se livres para dissiminar produtos, em grande parte das vezes, prejudicial a saúde o que desenvolve nos cidadãos elevados índice de obesidade, de modo que muitas pessoas recorrem a tratamentos nocivos. Dessa forma, entende-se que para mudança dessa realidade é necessario uma ação do poder nacional.
Urge, portanto, medidas precisam ser tomadas para amenizar os esteriótipos ligados a padronização corporal no Brasil. Para isso, o MS, responsável por políticas públicas voltadas para a prevenção e assistência de saúde, deve investir em campanhas sobre a obsessão estética e seus malefícios, por meio de midias digitais ,youtube e facebook, e palestras em escolas. Espera-se, com essas medidas, que o culto à padronização corporal seja amenizado no Brasil.