O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 03/11/2022

Desde o Renascimento Cultural na Arte,escultores e pintores tinham por objetivo em suas obras a perfeição do corpo nu, exercendo uma opressão a rigidez corporal nas populações. Desse jeito, o culto ao físico perfeito está enraizado há tempos na história da humanidade, o qual torna um empecilho atemporal que causa influências negativas na vida dos indivíduos.

Descarte, o filme “O mínimo para de viver”, presente na Netflix, relata a história de um grupo de pessoas que frequentam um lar hospitalar para cidadãos com problemas alimentares. Por conseguinte, é mostrado como a idealização do estético corporal prejudica o psicológicos dos personagens, o que torna a vida deles em busca de uma estrutura física que só existe em suas próprias cabeças.

Entretanto, apesar dessa obra ser uma ficção, é uma realidade na vida de diversos brasileiros. Ademais, doenças como anorexia e bulimia são exemplos das consequências da imposição desse fenômeno, o qual em extremo pode chegar a morte. Visto que esse tema é muito vivo no cotidiano, é importante lembrar o incentivo de diversas marcas de roupas, propagandas de modelos a não aceitação do ser natural, o que deixa cada vez mais difícil a superação dessas barreiras fenotípicas.

Assim, é conclusível que a padronização do corpo no Brasil é um enorme tabu que necessita urgentemente ser quebrado. Logo, cabe ao Ministério da Saúde a inserção de medidas que combatem esse vício ao que é perfeito, através de investimentos em campanhas publicitárias e propagandas nacionais, através dos impostos pagos pelos citadinos a fim de estabelecer uma vida com mais liberdade e menos cobranças para ser o que se é.