O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 10/11/2022
As dismorfias corporais são transtornos que alteram à percepção do indivíduo sobre o próprio corpo, onde este irá enxergar-se de uma maneira não condizente com a realidade. Essa triste condição psicológica, impulsionada pelas mídias no Brasil, é fruto de uma padronização e idealização do corpo, que pode causar aos afetados sofrimento físico e social.
Primeiramente, é válido ressaltar o papel preponderante das mídias sociais no crescente número de pessoas acometidas por dismorfias corporais. Segundo a Royal Society for Public Health (RSPH), o Instagram é a rede que mais afeta a mente e autoestima dos jovens, isso deve-se ao seu grande alcance que possibilita o controle da percepção dos indivíduos e a criação de padrões de beleza irreais e inalcançáveis, fora dos filtros, o que leva ao adoecimento psicológico da população.
Dessa maneira, pode-se explicitar os danos causados pela cultuação corporal por meio das doenças, como anorexia e vigorexia, que fazem com que a pessoa se auto-inflija com dietas restritivas, com rotinas de exercícios prejudiciais e com o isolamento social, devido a baixa autoestima causada pelo descontentamento constante com seu corpo. Segundo o livro Transtorno Dismórfico Corporal, até 6% da população geral sofre com dismorfias corporais, que devem ser tratadas precocemente, a fim de evitar a aflição dos acometidos ou riscos de suicídio.
Assim, é imprescindível que o Estado, por meio do Ministério das Comunicações, deve atuar de forma que as redes sociais tenham sua capacidade em modular a percepção dos brasileiros regulamentada, para que, desta maneira, não sejam criados padrões de belezas fantasiosos que adoeçam os cidadãos. Além disso, o Estado, deve promover campanhas informacionais, com o intuito de identificar pessoas que sofram com disformias corporais e tratá-las.