O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 07/05/2023
A teoria dos sociólogos alemães Theodor Adorno e Max Horkheimer sobre a manipulação das massas, que eram comuns em fábricas e indústrias e que começou a ser adaptada na produção artística, gerando assim o pensamento da indústria cultural. Diante de tal contexto, urge comentar que a padronização corporal pela mídia gera problemas como a saúde mental e física dos indivíduos pela busca do “corpo perfeito”, tal problema que necessita de resolução.
Sob tal ótica, é imperioso ressaltar que há uma busca pelos padrões corporais impostos pela indústria, quando é corpo cheio de cirurgias plásticas é sinônimo de beleza e a definição de músculos tanto feminina quanto masculina também são sinônimos do mesmo. Ademais, com a imposição de tal padrão, é válido citar o Mito de Narciso, da mitologia grega, no qual Narciso era tão vaidoso que se olhava na reflexão das águas do lago até que morrera por tal fato. Portanto, leva-se em conta que o excesso de vaidade pode ser prejudicial.
Bem como, é inegável recordar que para se ter uma boa saúde física é necessário ter também uma boa saúde mental. Ainda por cima, pode-se comentar uma citação da Sátira X do poeta romano Juvenal que diz “Corpo são, mente sã”, destacando a importância da correlação entre corpo e mente, que para se ter uma boa condição física, é mister ter um boa saúde mental.
Diante de tais fatos, é vísivel que há uma necessidade de uma intervenção na maneira em que a mídia, órgão de alta influência social, expõe um padrão diariamente para a civilização. Outrossim, a inclusão de pessoas que não tenham um “corpo perfeito” para mostrar que o problema não está em seu corpo, e sim no que é transmitido. Além disso, tais mudanças devem ocorrer por intermédio de propagandas públicas nos intervalos comerciais e também em programas que impõem tal padrão social com a finalidade de acabar com a padronização corporal no Brasil.