O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 24/02/2024
O conceito de “padronização” pode ser entendido por “tornar igual”, por exemplo, a montagem de um modelo de carro, é feito sempre da mesma forma. Contudo, é algo impossível de ser feito com o corpo humano, mas na realidade, os brasileiros têm tido problemas de saúde e feito comparações prejudiciais, devido ao ideal de padronização corporal.
Em primeira análise, o culto aos padrões de beleza corporal, pode gerar problemas para a saúde. Como no caso da atriz mexicana Anahí, intérprete da personagem “Mia” na novela “RBD”, que informa em entrevistas sobre a época em que lidou com trantornos alimentares, bulimia e anorexia, causados pela busca constante de um padrão corporal de magreza extrema. No Brasil, é possível encontrar casos iguais ao da atriz, em que homens e mulheres começam a ter dificuldades em relação a alimentação, a exemplo da bulimia, transtorno que leva o indivíduo a comer descontroladamente em um momento e em seguida tomar alguma atitude, a fim de não engordar, como induzindo o vômito. Logo, a busca por padronização pode ter consequências negativas na saúde dos cidadãos.
No entanto, a mídia colabora para a permanência da problemática, exaltando corpos irreais e humanamente inalcançáveis. No universo cinematográfico, o filme “Barbie”, lançado em 2023, faz a comparação do corpo de uma mulher real, com o da conhecia boneca “Barbie”. Consequentemente, estimulando comparações discrepantes entre os diversos biotipos das mulheres, como na idéia de que ser mais alta é esteticamente mais bonito, levando a frustração de pessoas mais baixas, já que a altura é algo que não se pode mudar. Logo, torna a mídia influenciadora na divulgação de padrões estéticos intangíveis.
Portanto, A mídia - conjunto de meios de comunicação e massa - deve dissipar informações sobre os prejuízos que as comparações corporais podem ocasionar, como a bulimia. Por meio do engajamento de postagens informativas acerca do tema, com o objetivo de diminuir as causas de trantornos alimentares, e aumentar a circulação de informações que desmitificam os padrões estéticos. Assim, tornar a população brasileira consciente em relação aos impactos negativos da idealização dos corpos dentro de “padrões”.