O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 31/05/2024
O filme “O mínimo para viver”, protagonizado pela atriz Lily Collins, representa a vida da personagem Ellen, diagnosticada com anorexia severa, mostrando a mentalidade, os desafios e os problemas que o padrão beleza pode trazer a um indivíduo que se vê fora dele e deseja alcançá-lo. Diante disso, o filme é uma representação cinematográfica da realidade, na qual, as pessoas fora do padrão se encontram infelizes com sua própria aparência, muitas vezes chegando ao mesmo ponto que Ellen ou ultrapassando-o. Logo, é necessário discutir a origem do problema e como ele afeta a sociedade.
Nesse contexto, nota-se que culto à padronização corporal no Brasil tem terra fértil no individualismo. Na obra " Modernidade Líquida", Zygmunt Bauman defen-de que a pós-modernidade é fortemente influêciada pelo individualismo. Em vista disso, o maior exemplo é um dos grandes ícones dos anos 50, Marilyn Monroe, pois era uma das mulheres que atingia tal padrão — da época —, mas teve uma jornada sofrida em sua carreira, afinal todos apenas a via como uma mulher bonita e sem inteligência e, para manter tal imagem, colocavam-na em papéis que denigriam sua imagem, como, por exemplo, no filme “Os Desajustados”, que apresenta cenas com closes inadequados sem a aprovação da atriz.
À vista disso, tanto no filme “O mínimo para viver” e a vida de Marilyn Monroe, nota-se as pesadas consequências que tal padronização causa. Na história da personagem Ellen, sua saúde — tanto mental, quanto física — colocou sua vida em risco e no caso da atriz, sua morte por overdose mostrou o quão tóxico é o cinema, a exigência por beleza e o quão influênciadora a mídia é, do que é ou não conside-rado belo.
Portanto, é necessário intervir sobre o problema. Para isso, o Ministério da Saúde — responsável pela saúde geral e mental da população — precisa dar mais atenção a saúde mental das pessoas. Por meio de cartazes informacionais, atendimento psiquiátrico gratuito e de qualidade para pessoas de baixa renda, junto de palestras — com especialistas — sobre as consequências de tentar alcançar um padrão irreal. Com isso, espera-se conscientizar, atender a população e diminuir os danos causados pela mídia.