O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 29/01/2025
No dorama sul-coreano “Beleza Verdadeira”, apresentado pela Netflix, a personagem central muda hábitos da sua rotina de estética, devido a comentários maldosos acerca da sua aparência. De maneira análoga à ficção, os brasileiros seguem alienados à busca do corpo perfeito exigido pela sociedade, haja vista o culto à padronização corporal no Brasil. Diante do exposto, é importante analisar a omissão governamental e a má influência midiática.
Em primeira análise, destaca-se a inércia estatal em relação o desejo da população em ter uma imagem corporal perfeita. Nesse sentido, John Locke -expoente filósofo inglês- desenvolveu o conceito de contrato social: a ideia de que é dever do Estado garantir o bem-estar da população. Todavia, a ideologia de Locke não se mostra na realidade, tendo em vista a insuficiência de verbas públicas destinadas à falta de ensinos nas escolas sobre os transtornos alimentares - anorexia, bulimia e vigorexia - e como enfrentá-los. Dessa maneira, os indivíduos não adquirem conhecimentos essenciais para a sua própria saúde física e mental. Logo, é preciso medidas para solucionar o entrave.
Outrossim, a mídia influencia a perpetuação da obsessão dos sujeitos em seguir um padrão social. Nesse sentido, o filósofo grego Platão, em sua obra “A República”, narrou o intitulado “Mito da caverna de Platão”, no qual homens, acorrentados em uma caverna, viam somente sombras na parede, acreditando, assim, que aquilo era a realidade. Sob essa ótica, os cidadãos vivem na escuridão, uma vez que os influenciadores digitais influenciam seu público a atingir uma definição de beleza estabelecida socialmente. Dessa forma, os seres humanos se sentem pressionados, gerando um desconforto por não obter as exigências sociais. Portanto, é pertinente elaborar soluções para resolver o impasse.
Em suma, medidas são essenciais para combater a ilusão da aparência impecável. Sendo assim, cabe ao Ministério da Educação -responsável pela educação brasileira- investir na educação, por meio da elaboração de palestras nas escolas sobre transtornos alimentares, a fim dos estudantes aprenderem a cuidar da estrutura física. Ademais, as mídias devem parar de influenciar a nação a buscar
uma imagem melhor. Feito isso, o país se distanciará do dorama sul-coreano.