O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 02/04/2018
Corpo são, mente doente
Desde as estatuetas de Vênus pré-históricas às ‘‘musas fitness’’ atuais, os padrões de beleza modificam-se conforme o contexto no qual a sociedade vive. Porém, a palavra ‘‘padrão’’ não adquire o significado de ‘‘como a maioria é’’, mas sim ‘‘como a maioria aspira a ser’’. Esses padrões podem ser culturais, como os estereótipos, ou também fruto de fenômenos recentes, por exemplo as redes sociais.
O maior exemplo de estereótipo cultural que se tem no Brasil é o da mulher brasileira. Graças ao carnaval e a figuras como a ‘‘Globeleza’’, existe um ideal de como a brasileira deveria aparentar: mulata, de cabelos longos e um corpo cheio de curvas. Em virtude disso, o país ocupa a segunda posição em um ranking mundial de cirurgias plásticas, além de enfrentar problemas gravíssimos como o turismo sexual.
Além disso, com a propagação das redes sociais, a imagem pessoal tornou-se prioridade na vida de mulheres e homens. Levados pelos influenciadores digitais à busca por uma vida teoricamente perfeita, muitas pessoas desenvolvem transtornos alimentares e psicológicos ao associar a autoimagem à felicidade.
Dessa forma, os padrões corporais são responsáveis por causarem problemas sociais. Portanto, a mídia tem o papel de enaltecer a diversidade brasileira, ao mesmo tempo que o acesso a tratamentos psicoterapêuticos deve ser difundido para auxiliar a população a lidar com a nova realidade imposta pelas redes sociais, uma vez que na maioria dos casos, em vez de felicidade, os padrões levam apenas à frustração.