O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 12/04/2018

No livro o Retrato de Dorian Gray, a aparência do protagonista é idolatrada em todo o romance. Embora seja uma obra ficcional, ela mostra a importância da cultura na construção do culto a um padrão corporal. Além disso, no caso brasileiro também é preciso analisar o papel das mídias sociais.

Em primeiro lugar, se faz necessário compreender que as artes estão intimamente relacionadas com o fortalecimento da obsessão pelo corpo ideal. Nesse sentido, a Escola de Frankfurt, utilizou o termo ‘ indústria cultural’ para definir o uso dos meios artísticos para criar tendências. Sob esse viés, o cinema exemplifica bem essa ideia, uma vez que as protagonistas, na maioria dos casos, apresentam a estética considerada perfeita.

Outrossim, o Facebook e o Instagram contribuem para a corpolatria, pois usuários passam a viver no mundo sensível. Esse termo foi definido por Platão, a saber, ele se refere ao fato indivíduos acreditarem que ilusões são verdadeiras. Assim, adaptando-o ao período contemporâneo, as pessoas veem fotos manipuladas, como algo real. Por conseguinte, recorrem a diversas práticas estéticas buscando alcançar a imagem virtual.

Fica claro, portanto, que medidas são necessárias para romper com padrões corporais. Cabe aos diretores de cinema darem espaço para atores que fujam do ideal de beleza atual, o que pode ser feito pela adoção de personagens principais considerados não galãs, a fim de diminuir o culto pelo belo. Ademais, é dever dos usuários de redes sociais combaterem a corpolatria, por meio da não curtição de fotos os quais enaltecem o corpo físico, para que pessoas tenham uma visão mais realista.