O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 09/04/2018
Hodiernamente, é possível afirmar que a tecnologia tornou-se um dos alicerces da existência do homem moderno. De maneira análoga, as propagandas também estão bastante presentes na vida deste, visto que elas estão profundamente ligadas à mídia, veiculadas através dos meios tecnológicos. Nessa perspectiva, em tais anúncios, predomina a circulação de imagens nas quais existe uma beleza padronizada.
Em uma primeira análise a problemática, é possível afirmar que a disseminação exacerbada de imagens apresentando um corpo ideal é realizada mormente através de dois mecanismos, ambos relacionados a mídia. Nesse sentido, nota-se que o primeiro é a edição desse material transmitido à população, a fim de veicular indivíduos aparentando níveis inconcebíveis de peso e proporções, que não condizem com uma pessoa saudável. Dessa forma, produzem-se propagandas muito prejudiciais, uma vez que estabelecem um ideário quase impossível de ser conquistado. Ademais, esse perpetua tal maleficio, visto que influência os demais setores sociais. Cabe citar como exemplo da inferência o brinquedo “Barbie”, que devido aos padrões corporais, apresenta uma boneca com medidas extremamente reduzidas, que seriam muito danosas se pertencentes a um ser humano. No entanto, as mesmas servem de modelo para milhões de crianças que a possuem.
Nesse viés, além desse primeiro artifício, soma-se como facilitador da formação de uma padronização corporal, hábitos extremamente nocivos dos trabalhadores que participam do setor midiático. É patente que, com frequência, esses seguem dietas contraindicadas por atuantes da área da saúde, atingindo níveis estéticos que colocariam suas vidas em risco, a fim de alcançar uma aparência ideal e ampliar suas oportunidades de conseguir empregos. Contudo, os profissionais que figuram essas propagandas, não apenas se colocam em risco, mas influenciam um grande público no que tange à dietas perigosas, além de inserirem o mesmo no limiar da obsessão devido ao corpo que exaltam.
Destarte, fica evidente que o impasse necessita ser solucionado. Portanto, para alcançar esse fim, é preciso que ocorra uma intervenção do governo federal, tendo por base que este é o responsável pelo bem estar dos que compõe a sociedade brasileira. Outrossim, o mesmo deverá construir postos de ajuda psicológica gratuita à população no geral, com o fito de romper a idealização propagada pela mídia. Além disso, é imperativo que os governantes interviram na produção das propagandas, demandando um acompanhamento mental aos trabalhadores da área. Dessa forma, será possível encontrar uma saída para o conflito supracitado, ampliando o bem estar e a autoestima no meio social.