O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 11/04/2018

Bem mais que um corpo: uma pessoa

As obras de arte gregas e renascentistas expõem que o culto ao corpo é primordial. Hoje, a modernidade líquida tenta moldar-se aos padrões de beleza como que água em um recipiente. A problemática surge quando priorizam tal molde a desprezo da própria saúde. Assim, devido aos distúrbios alimentares e psicológicos suscitados, é notória a necessidade de uma revisão dos valores sociais.

A priori, é importante destacar a falta de representatividade na mídia. Atores e jornalistas, por exemplo, seguem um padrão. Já nos quadrinhos, os corpos desenhados, como o da Jessica Rabbit, são tão esculturais que se tornam irrealistas. A boneca Barbie também é criticada por influenciar garotas a tentar obter uma cintura igual à dela, mesmo que seja fisiologicamente impossível. Assim, a ideia de que é preciso parecer-se com tais “pessoas” é implantada na sociedade, o que aumenta as frustrações e inseguranças pessoais.

Nesse âmbito, é criticável o senso comum de associar magreza à saúde. Atacam verbalmente os divergentes do padrão sob a escusa de insalubridade e instigam, então, a gordogobia - discriminação aos gordos. Dessa forma, frustradas e inseguras, as pessoas tendem a desenvolver transtornos, como a bulimia e anorexia nervosa. Além disso, também podem aderir dietas radicais e sujeitarem-se à prática exagerada de exercícios físicos, comprometendo criticamente a própria saúde.

Devido ao exposto, é importante que o Ministério da Saúde promova campanhas para a quebra da crença de “quanto mais magro, melhor”, ensinando a importância de alcançar o peso ideal, estabelecido por um nutricionista, de forma saudável. Não obstante, a mídia deve diversificar seus artistas para que pessoas de todos os tipos sejam representados, e propagar a importância do amor próprio, idependente de aparência. Dessa forma, a confiança e a saúde se tornarão prioridades, substituindo o culto à padronização do corpo.