O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 07/05/2018
“Sobre o seu próprio corpo e mente, o indivíduo é soberano”. A frase do filósofo britânico, John Stuart Mill, faz alusão ao conceito de que cada pessoa tem a capacidade de controlar os limites do seu corpo e a influência da mente sobre ele. Nessa perspectiva, a problemática da padronização corporal no Brasil perpassa sobre a preocupação das pessoas de maneira exagerada com os padrões estéticos exigidos pela sociedade e pouco atenta à saúde física, mental e social.
A psicanálise do neurologista Sigmund Freud, diz que a mente comanda o corpo, visto que se baseia nas ideias das ações humanas através do seu inconsciente. Ademais, é perceptível que a população brasileira está cada vez mais alienada com a obsessão de buscar um corpo perfeito, uma vez que medidas bruscas são tomadas para atingir esse objetivo, por exemplo, o uso de anabolizantes. Nesse sentido, ocasionando problemas cardiovasculares, e transtornos psicológicos por não alcançarem o corpo cobiçado.
Outrossim, em diversas ocasiões as cobranças por um corpo ideal começam dentro da própria família, tornando-se um obstáculo cultural. Nesse ínterim, esse óbice tem seu princípio desde que o indivíduo é uma criança, com os comentários familiares sobre o corpo da pessoa ainda jovem e se amplia em outros ambientes, como na escola e no trabalho. Como resultado, ocorre a formação de uma sociedade com cobranças de padrão corporal em todos os ambientes de convívio social.
A problemática do culto à padronização cultural no Brasil, portanto, propicia problemas de saúde e tem suas raízes dentro da família. Sendo assim, faz-se necessário que o Ministério da Educação ofereça aulas em todos os ambientes acadêmicos, com nutricionistas, psicólogos e educadores físicos, a fim de conscientizar cidadãos de todas as idades. Além disso, a própria Família deve propiciar conselhos e diálogos respeitáveis, incentivando os filhos a priorizarem a saúde física, mental e social.