O desafio de se conviver em sociedade

Enviada em 05/06/2020

O ser humano sempre demonstrou ser um organismo biológico que tende a viver em sociedade.Tal fator pode ser observado ao longo de várias épocas, desde a antiguidade, que de acordo com o sociólogo Hebert Spencer, era primitiva e baseada numa hierarquia definida por gênero, até os dias atuais, que mulheres podem exercer papéis sociais que antes apenas homens poderiam atuar.No entanto, com o desenvolvimento das novas tecnologias, as pessoas estão se afastando cada vez mais, resultando numa série de complicações nunca vistas anteriormente.

Inicialmente, é perceptivo que o uso das redes sociais e aplicativos de comunicação já são uma realidade mundial, que muitos indivíduos estão inseridos .Entretanto, por muitas vezes os mesmos usuários acabam se afastando fisicamente, tornando a individualização cada vez mais presente na comunidade em que vivem .Logo, torna-se cada vez mais presente casos de depressão e ansiedade, observados por exemplo em reportagens do site de noticias ‘‘G1’’, que apresenta o comportamento de alguns cidadãos que estão sendo obrigados a se manter em quarentena durante a pandemia do COVID-19.

Dessa forma, é evidente que o homem propriamente dito como espécie, não está acostumado nem preparado psicologicamente para lidar com situações semelhantes como a descrita anteriormente .Outrossim, levando em consideração pensamentos do teórico Émile Durkheim, a sociedade se comporta como um organismo vivo, onde cada um dos integrantes tem uma função, e uma necessidade de interação, que caso as mesmas não ocorram, podem refletir negativamente não só no indivíduo, como também na sociedade em que o mesmo vive.

Portanto, medidas devem ser tomadas para estimular a interação humana e impedir que os efeitos da exclusão social causada pela tecnologia seja efetivada num grande numero de habitantes .Em vista disso o Ministério da Educação em parceria com a mídia, deve incentivar as relações inter-pessoais de forma que o numero de pessoas ‘‘afastadas da comunidade’’ possam interagir efetivamente, por meio de eventos televisivos presenciais ao ar livre com a participação de pessoas de diferentes estados e municípios, com o objetivo de induzir novas relações entre as próprias pessoas, fazendo o uso de jogos, debates, aulas e outras atividades que possam ser executadas em grupo.