O desafio de se conviver em sociedade

Enviada em 07/01/2021

Conforme a primeira lei de Newton, um corpo tende a permanecer em seu movimento até que uma força atue sobre ele, mudando-o de percurso. Nessa perspectiva, em alusão à realidade do Brasil, ainda que o Poder Público desenvolva mecanismos para superar os desafios de se conviver em sociedade, como a luta pelas cotas raciais, ainda assim existem obstáculos a serem superados, a fim de garantir o equilíbrio pela igualdade. Com isso, ao invés de funcionar como a força capaz de reverter essa situação, os desafios a respeito do individualismo, em detrimento dos prazeres efêmeros, bem como a intolerância pela diversidade acaba por contribuir com a situação atual.

Em primeira análise, com o desenvolvimento das tecnologias de informação, a partir de 1990, houve a fusão do mundo virtual e físico. A partir disso, o indivíduo assume uma postura característica da modernidade líquida, marcada pelas relações sociais frágeis, em decorrência do individualismo, de acordo com o filósofo Zygmunt Bauman. Dessa forma, a sociedade foi moldando para saciar os interesses efêmeros, sem que haja qualquer preocupação com o outro. Tendo em vista isso, surge a falta de responsabilidade afetiva, empatia, respeito, entre outros, dificultando ainda mais a convivência entre as pessoas. Logo, é preciso que o Poder Público continue na busca pelo equilíbrio, a fim de melhorar essa situação.

Sob um segundo enfoque, sabe-se que o Brasil é considerado um dos países com maior diversidade cultural. Tanto que, entre 2010 e 2018, o país recebeu mais de 700 mil imigrantes, conforme a Justiça e Segurança Pública. Com base nisso, em consonância aos embates ideológicos juntos, faz com que a minoria seja excludente, como os homossexuais, negros e indígenas, de modo que a liberdade de expressão seja prejudicada. Em virtude disso, existem os sérios problemas acometidos, como o isolamento social, ansiedade e até mesmo depressão. Por isso, é notório a necessidade de cidadania por todos, para que a diversidade seja respeitada.

Portanto, fica evidente a necessidade de medidas que realizem a mudança do percurso. Para isso, urge que o Ministério da Educação crie, por meio de verbas governamentais, projetos nas redes de comunicação, sendo administrado por profissionais psicólogos, para que seja exposto aos indivíduos a importância de garantir que o encurtamento das distâncias também promova relações rígidas, a fim de amenizar os problemas do individualismo. Além disso, cabe ao Governo, a partir de fiscalizações promover a justiça contra aqueles que marginaliza o outro, por meio de multas e prisões. Somente assim, será possível a mudança do percurso, de modo que garanta a perspectiva de mundo melhor e menos segregado.