O desafio de se conviver em sociedade
Enviada em 25/03/2021
Há cerca de 300 mil anos, desenvolveu-se na África Oriental o Homo sapiens, primeiro hominídeo a dominar a fala. A partir desse advento, os homens passaram a construir sociedades cada vez mais complexas. Dessa maneira, o diálogo constitui-se como elemento primordial na manutenção da comunidade. Não obstante, constata-se que a convivência em sociedade, embora seja fundamental para o homem, tornou-se um grande desafio para os seres humanos, ocasionado, principalmente, pela intolerância. Em virtude disso, o Estado deve reverter esse quadro.
Em uma primeira análise, é importante destacar que fazer parte de um corpo coletivo é uma necessidade da natureza humana. À vista disso, destaca-se a frase do filósofo Aristóteles, “o homem é um ser social’’. Nessa lógica, o convívio comunitário configura-se como condição de existência humana, pois, a partir da interação com o grupo promove-se o bem-estar físico e psicológico do ser. Todavia, a falta de socialização dos indivíduos deprecia profundamente a saúde mental dessas pessoas. Portanto, para garantir a integridade da população, o Estado deve procurar subterfúgios para harmonizar a vivência na sociedade.
Por outro lado, é imprescindível analisar não só a necessidade do corpo social, mas também os desafios que o desarmonizam. Antes de tudo, é essencial enfatizar que a aceitação das diferenças é uma virtude elementar para uma sociedade democrática. Contudo, observa-se, atualmente, um enfraquecimento desses valores. Nessa perspectiva, faz-se relevante ressaltar os dados do Ministério dos Direitos Humanos, segundo esse órgão, há cada 15 horas o Brasil recebe uma denúncia de intolerância religiosa. Ademais, essa estatística refere-se apenas a um tipo de austeridade, porém, existem diversas formas de violência que ameaçam a democracia. Desse modo, a falta de compreensão das diferenças dificulta o convívio social.
Enfim, mediante o exposto, é mister que diligências sejam tomadas para solucionar essa inercial problemática. Logo, cabe ao Ministério da Educação (MEC), em parceria com as escolas, criar e veicular, por meio de campanhas midiáticas, o Programa Em Prol da Diversidade (PEPD). Para tanto, o MEC deve utilizar as verbas anuais cedidas pelo Governo Federal para publicar nas redes sociais, devido ao grande alcance desses meios, vídeos expositivos que explicitem a diversidade cultural da população. Por conseguinte, as pessoas irão compreender a importância da pluralidade étnica para a manutenção de uma nação democrática. Outrossim, as escolas devem utilizar essas campanhas como pauta de debate e reflexão entre os alunos estimulando o senso crítico e o respeito. Destarte, os desafios da vivência em sociedade seriam atenuados.