O desafio de se conviver em sociedade
Enviada em 17/04/2021
Em 2018, no Brasil, ocorreu a greve dos caminhoneiros que teve como intuito protestar contra o alto preço do Diesel, combustível essencial para a locomoção desses trabalhadores. Entretanto, essa paralisação afetou grande parte dos setores de serviço - mercados, postos de gasolina -, o que tonifica a dependência entre as pessoas para a sobrevivência. Dito isso, cabe inferir que o desafio de se conviver em sociedade é uma importante pauta a ser discutida. Nesse sentido, é coerente afirmar que o capitalismo e a ganância estão interligados para a falta de empatia e para a limitação da socialização do ser humano.
Em primeira instância, é evidente que o capitalismo visa o lucro e o acúmulo de capital. Citando referência análoga, o sociólogo Weber reitera que esse sistema é a racionalização da troca da força de trabalho por salários. À vista disso, cabe mencionar que, segundo à mídia, o proletariado reagiu à greve dos caminhoneiros de forma hostil, somente pelo fato de ter afetado de forma direta ou indireta sua economia, tornando-se indiferente às indignações desses trabalhadores. Logo, constata-se que a sociedade vem perdendo sua empatia devido à ganância.
Ademais, é fato que os seres humanos almejam relações afetivas entre si para manter a saúde mental, uma vez que a socialização é a necessidade da natureza humana. Nesse sentido, consoante o sociólogo Bauman, os laços humanos constroem-se mediante a satisfação própria, pois, em detrimento do fato ocorrido em 2018, é de víes crítico afirmar que os cidadãos não se “colocam” no lugar do outro, prezando somente pelo seu próprio contentamento.
Portanto, a fim de melhorar a convivência em sociedade, cabe ao Estado incentivar a participação popular nos trabalhos voluntários, por meio da divulgação de campanhas publicitárias - circuladas em outdoors, internet -, visando potencializar a empatia das pessoas, já que, os trabalhos voluntários proporcionam a visualização da realidade de diversos grupos sociais. Desse modo, minimizar-se-ia os conflitos causados pela sociedade.