O desafio de se conviver em sociedade
Enviada em 26/07/2021
A Constituição federal de 1988 prevê, em seu artigo 6º, o direito à cidadania como inerente a todo cidadão brasileiro. Tal prerrogativa não se tem reverberado com ênfase na prática em que se observa o desafio de se conviver em sociedade, dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante. Essa realidade se deve, principalmente, à inoperância estatal e à falta de debates acerca da problemática.
Em primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater os desafios da convivência social, nesse sentido, vivendo em sociedade é que as pessoas humanas podem satisfazer as suas necessidades, é preciso que a sociedade seja organizada de tal modo que sirva, realmente, para esse fim. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis como cidadania, o que é evidente no país.
Ademais, é fundamental apontar que conviver em determinados grupos de pessoas pode demandar um pouco mais de esforço pessoal e determinação. Isto porque nem sempre as pessoas estão dispostas em permitir ou deixar-se permitir a proximidade de alguém que não seja bem-vinda. Se por um lado, a solidão pode adoecer pessoas; por outro, os encontros só enriquecem e somente nos fazem bem. Portanto, medidas são necessárias para resolver essa situação. Para isso, o governo federal deve, por meio de uma parceria com o Ministério da Educação, promover palestras ministradas por especialistas, sobre a importância de agir diante dos desafios da convivência social. Assim, pode ser feita pela abordagem da temática, desde o Ensino Fundamental, uma vez que as gerações estão cada vez mais cedo imersas na realidade das novas tecnologias, contando a capacitação prévia dos professores acerca dos novos meios comunicativos, com o intuito de promover a erradicação desse problema.