O desafio de se conviver em sociedade
Enviada em 27/07/2021
Em todo o mundo, muitas perspectivas paradoxais têm sido defendidas acerca da convivência como ferramenta de aprimoração do ser humano. Nesse viés, enquanto o senso comum se imita a apontar responsáveis e exigir mudanças, teóricos das ciências sociais atestam a urgência de posturas coesas e socialmente mais engajadas com a colaboração e interação entre os indivíduos na sociedade. De fato, é preciso enfatizar que quando o assunto remete à humanidade, dois aspectos merecem destaque: a coerência de suas ideologias e o contrassenso de suas atitudes.
De início, faz-se imprescindível avaliar práticas e ideologias em torno da convivência social.Nesse direção, de acordo com as diretrizes da Declaração Universal dos Direitos Humanos, em seu Artigo 22, a solidariedade é definida como preceito fundamental à proteção humanística e, por conseguinte, deve-se admitir a supercialidade e a pouca eficiência de iniciativas, como peças publicitárias e informativas que, apesar de relevantes, não conseguem incitar posturas proativas a favor de uma relação de respeito e tolerância, tendo em vista que, mesmo sendo consideradas condições universais para a convivência, preceitos como, igualdade e solidariedade, ainda se demonstram em escassez na atual sociedade. Por certo, cabe exaltar que, da Idade da Pedra à “Aldeia Global”, os humanos sempre protagonizaram uma contradição entre ideias sensatas e ações absurdas.
Além disso, diante do valor do convívio humano para a sociedade, mais do que conceber teorias, é preciso efetivar medidas concisas, enfáticas e pontuais. Nesse prisma, em consonância com análises da Anistia Internacional, faz-se necessário instituir estratégias capazes de atrelar todos os cidadãos à uma rede de atuação coletiva destinada à unificar o corpo social e propiciar a todos os segmentos da sociedade. Sem dúvida, pode-se assegurar que sem estímulos e um cenário propício, dificultam que os seres humanos exerçam seu pleno papel de cidadão, pois se cria um perseverante sentimento individualista.
Em suma, considerando a abrangência dessa temática, torna-se imperativa a interação de múltiplos agentes. Portanto, através de ativismo politizado, as organizações humanitárias devem propagar ações coletivas de resgate de ideias solidárias e de empatia com o próximo, como forma de fortalecer a interação da humanidade e prover condições para o pleno exercimento de sua cidadania. Ademais, as instituições religiosas e espiritualistas, por intermédio de um conglomerado de esforços, necessitam resgatar e promover preceitos substanciais de coletividade e, com isso coibir contrassensos que impedem a consolidação de uma sociedade mais justa, unida e igualitária.