O desafio de se conviver em sociedade

Enviada em 03/08/2021

Freud, médico e filósofo, desenvolveu a expressão " instinto gregário", a qual se estabelece por defenir que os seres humanos são impulsionados a viver em grupo. Contudo, o desafio de se conviver em sociedade se reverbera no contexto brasileiro. Sobre esse enfoque, destacam-se o individualismo e a necessidade das relações sociais para o desenvolvimento e perpetuação do indivíduo e da espécie. Assim, medidas são imprescindíveis para sanar tal impasse.

Primordialmente, é necessário destacar como o individualismo perpetua o antagonismo no pleno convívio social. Isso porque, como afirmou Durkheim, a vida em sociedade está muito longe de ser algo de interesses individuais. Isso é perceptível de acordo com as consequências que o individualismo reproduz na sociedade contemporânea propiciando  graves consequências, bem como, pode ocorrer uma crise moral, ética e judiciária, causando a fâlencia das mesmas. Portanto, a corrupção -que consiste na utilização de poder ou autoridade para conseguir obter vantagem e fazer uso do dinheiro público para interesse próprio-  é um dos frutos da inserção do individualismo no Estado. Com isso, atitudes egoístas reforçam o desequilíbrio das relações pessoais.

Outrossim, é igualmente preciso apontar a necessidade das relações sociais para o desenvolvimento e perpetuação do indivíduo e da espécie. Para tal apontamento, é justo analisar o pensamento de Vygotsky- filósofo e psicólogo- que corrobora que o ser humano constitui-se  na relação com o outro, para ele a relação entre as funções mais elaboradas da psique humana, como pensamento, memória e linguagem, foi outrora relação real entre pessoas. Ademais, no filme  “Na natureza selvagem”, que retrata Christopher  o qual decide abandonar a vida em sociedade para viver sozinho, e conforme a sua escolha, morre por não saber diferenciar plantas comestíveis. Dessa forma, torna-se evidente que o convívio social é imprescindível para a perenização dos Homo sapiens - espécie humana- , e que o indivíduo depende de outro, mesmo que indiretamente.

Frente a tal problemática, faz-se urgente que o Ministério Público cobre do Estado ações concretas a fim de combater o individualismo. Além disso, o Estado deve investir na formação de futuros docentes. Em seguida, a criação de novas disciplinas curriculares que discutam a importância de se viver em sociedade e  respeitar as diferenças do outro precisam ser incluídas. Com efeito, será possível garantir uma sociedade que, de fato, integra todos os indíviduos e promova o pleno convívio social. Espera-se