O desafio de se conviver em sociedade

Enviada em 03/08/2021

Em todo mundo, muitas perspectivas paradoxais têm sido defendidas acerca do valor da empatia e solidariedade em tempos de crise. Nesse viés, enquanto o senso comum se limita a apontar responsáveis e exigir mudanças, teóricos das ciências sociais atestam a urgência de posturas coesas e socialmente mais engajadas com solidariedade como ferramenta de aprimoração da sociedade. De fato, é preciso enfatizar que Émilie Durkheim, em De la division du travail social, que mesmo dispondo de individualidades, o fator coletivo sempre prevalece no ser humano.

De início, faz-se imprescindível avaliar práticas e ideologias em torno do poder da empatia em transformar relações sociais. Nessa direção, de acordo com as diretrizes da Declaração Universal dos Direitos Humanos, a solidariedade é definida como preceito fundamental à manutenção social e, por conseguinte, deve-se admitir a supercialidade e a pouca eficiência de iniciativas, como peças publicitárias e informativas que, apesar de relevantes, não conseguem incitar posturas proativas a favor de uma relação de assistência e união. Por certo, cabe exaltar que a falta de empatia é um dos responsáveis primários por diversos problemas que atacam a “Sociedade Ideal” construída em livros e teorias.

Além disso, diante do valor da empatia e solidariedade em tempos atuais, mais do que conceber teorias, é preciso efetivar medidas concisas, enfáticas e pontuais. Nesse prisma, em consonância com a atuação de organizações humanitárias, faz-se necessário instituir estratégias capazes de atrelar todos os segmentos da sociedade à uma rede de atuação coletiva a favor do resgate dos ideais solidários para a sociedade. Sem dúvida, pode-se asseverar que se posta em prática, a solidariedade, funcionará como uma das principais ferramentas de aprimoração e amadurecimento social.

Em suma, considerando a abrangência dessa temática, torna-se imperativa a interação de múltiplos agentes. Portanto, através de ativismo politizado, as organizações humanitárias devem propagar ações coletivas de resgate de ideias solidárias e de empatia com o próximo, como forma de fortalecer a interação da humanidade e prover condições para o pleno exercício de sua cidadania. Ademais, as instituições religiosas e espiritualistas, por intermédio de um conglomerado de esforços, necessitam resgatar e promover preceitos substanciais de coletividade e, com isso, coibir contrassensos que impedem a consolidação de uma sociedade mais tolerante, unida e igualitária.