O desafio de se conviver em sociedade

Enviada em 10/11/2021

O pensador Émile Durkheim, caracteriza uma sociedade com uma  maior divisão de funções entre os seres como “Solidariedade Orgânica”, a qual, a partir disso, resulta em uma supervalorização do individualismo em detrimento da coletividade. Face ao exposto, tal ocorrência é causadora desse infortuno problema a ser discutido, que corrobora a existência de uma socialização ativa. Logo, fica evidente como essa realidade precisa ser revertida a partir de atividades que possibilitem uma maior integração na população.

Em primeira análise, vale ressaltar que a formação de relacionamentos, no meio coletivo, é um reflexo de como o corpo social comporta-se no mesmo, em virtude das alterações recorrentes no mundo globalizado. Diante disso, essa dificuldade de sociabilização pode ser evidenciada a partir de um estudo profundo das mesas. Prova disso é o termo “Modernidade Líquida”, criado por Zygmunt Bauman, o qual dita os laços sociais como frágeis e superficiais por decorrência da Globalização, movimento que foi capaz de reduzir a sensação espaço-tempo, ao dinamizar o contato entre indivíduos. Dessa maneira, fica evidente como tal situação atrelada à supervalorização do antropocentrismo no mundo moderno, é responsável por essa resultante.

Por conseguinte, a transição do período paleolítico ao neolítico, foi propulsora da formação de grupos sociais com explicita divisão de tarefas, característica enraizada na contemporaneidade. A partir disso, o homem passou a depender de contratos sociais para garantir sua sobrevivência, tendo em vista que sem esses, ele continuaria vivendo em seu estado de natureza perverso. Exemplo disso é a epistemologia de Thomas Hobbes, o qual dita que o homem por ser naturalmente mau, precisa perder parte de sua individualidade para garantir sua segurança em um meio social, seguindo agora uma figura de liderança, a qual, de forma análoga, seria o governo. Dessa forma, fica evidente como essa perda leva cidadãos a resistir e a evitar a  formação de novos laços coletivos.

Com isso, é possível concluir como esse triste cenário só poderá ser combatido caso o sentimento de cooperação seja resgatado. Por isso, torna-se responsabilidade de ONGs realizar exercícios semanais que incentive os participantes a socializarem. Tal medida será feita a partir de feiras interativas, que carreguem atrações ligadas a culinária, o cinema e a cultura, tendo em vista que o poder coercitivo de um grupo é resultante de um elemento em comum a todos. Por isso, tais momentos que deverão ocorrer em todas as capitais populosas do mundo, irão mostrar aos seres presentes que tal perda parcial, é necessária para a agregação de um povo. Assim, é possível combater esse empecilho na medida que o processo de interação é impulsionado a partir de práticas coletivas.