O desafio de se conviver em sociedade
Enviada em 17/11/2021
O artigo 3° da Constituição Federal estipula como objetivo fundamental da República Brasileira o bem a todos, sem qualquer tipo de discriminação. No entanto, é flagrante o desrespeito a esse preceito constitucional, quando se constata que o país não tem respostas eficazes para questões que impedem o bem estar social. Isso acontece devido ao desafio que as pessoas têm em conviver em sociedade. Por isso, esse mesmo desafio deve ser discutido.
Primeiramente, é importante destacar que o imaginário coletivo distorcido agrava a situação. Muitos brasileiros têm dificuldades em aceitar o diferente. Ancoradas em valores ultrapassados, muitas pessoas acabam por normatizar condutas altamente condenáveis, sob esse aspecto, as dificuldades de um bom convívio social persiste no país porque é sustentada por uma visão de mundo preconceituosa que favorece as desigualdades que permeiam a sociedade brasileira. Trata-se de uma conduta oposta às conclusões da filósofa Hannah Arendt, segundo quem, preocupa-se com a diversidade e com o entorno social que é um gesto vital à vida em sociedade.
Além disso, as novas tecnologias têm distanciado cada vez mais as pessoas. Como é mostrado na charge intitulada pau de selfie, antes pessoas se comunicavam mais o que gerava novas amizades reais. Na contemporaneidade, devido à pouca necessidade do outro e o acesso a informações na mão, a sociedade tem se isolado cada vez mais, o que dificulta a harmonia nas relações humanas, atrapalhando o desenvolvimento do diálogo que é fundamental para um bom convívio social.
Portanto, faz-se necessário que os obstáculos da convivência em sociedade sejam erradicados. Para tanto, cabe ao Ministério da Educação estimular as escolas a praticar campanhas que ensinem as crianças/adolescentes sobre a importância de um bom convívio social. Essa ação pode ser feita por meio de atividades recreativas como brincadeira, palestras e gincanas, que mostram como cada ser humano precisa do outro, por exemplo, as brincadeiras “passa-a-bola”, “rouba bandeira” e testes de confiança. Dessa forma, espera-se que as crianças cresçam e se tornem adultos conscientes, tornando o país melhor.