O desafio de se conviver em sociedade

Enviada em 18/11/2021

O artigo 3° da Constituição Federal estipula como objetivo fundamental da República Brasileira o bem a todos, sem qualquer tipo de discriminação. No entanto, é flagrante o desrespeito a esse preceito constitucional, quando se constata que o país não tem respostas eficazes para questões que impedem o bem estar social. Um dos fatores que atrapalham a comodidade da população é o desafio de se conviver em sociedade, e esse problema seve ser debatido.

Primeiramente, é importante destacar que o imaginário coletivo distorcido agrava a situação. Muitos brasileiros têm dificuldades em aceitar o diferente. Ancoradas em valores ultrapassados, muitas pessoas acabam por normatizar condutas altamente condenáveis, sob esse aspecto, o inconveniente de uma boa relação humana persiste no país porque é sustentada por uma visão de mundo preconceituosa que favorece as desigualdades que permeiam a sociedade brasileira. Trata-se de uma conduta oposta às conclusões da filósofa Hannah Arendt, segundo quem, preocupa-se com a diversidade e com o entorno social que é um gesto vital à vida em sociedade.

Além disso, a necessecidade de se tornar independente de qualquer outra pessoa é uma característica presente nos jovens hodiernos, que vai contra os princípios fundamentais de um bom convívio social. Outro fator que promove a dificuldade em relacionamentos sociais é o distanciamento consequente da internet. Pesquisas feitas pelo Mobile Time indicam que 81% dos brasileiros tem acesso à internet e 70,3% deles utilizam redes sociais como seus principais meios de comunicação, e essa grande participação nos meios digitais influenciam negativamente nas interações humanas.

Portanto, faz-se necessário que os empecilhos do convívio social sejam resolvidos. Para tanto, cabe ao Ministério da Educação apresentar às crianças e adolescentes a importância do contato e da harmonia entre as pessoas. Isso pode ser feita por meio da adição de disciplinas de interação pessoal nas grades curriculares das escolas, como por exemplo, jogos, brincadeiras e gincanas que estimulem o trabalho em equipe e colaboração entre os alunos. Desse modo, é esperado que as futuras gerações se tornem mais cooperativas com o próximo, e exerçam o ato de ser cidadão de forma respeitosa, empática e solidária.