O desafio de se conviver em sociedade

Enviada em 18/11/2021

A partir da Revolução Industrial, o aumento da imigração de pessoas, que deixando a vida no campo foram para os centros urbanos, aumentou consideravelmente. Tal mudança fez com que as pessoas passassem a viver mais próximas do que anteriormente, aumentando o convívio social. Como consequência disto, logo também diversos desafios de se conviver em sociedade surgiram. A realidade brasileira não se encontra isenta deles, os quais têm profundas raízes na incompetência estatal e na falta de interesse por parte da população em melhorar tal convívio.

Em primeiro lugar, vale ressaltar os motivos que levam à incompetência estatal diante dos entraves sociais. Segundo a nossa Constituição Federal, promulgada em 1988, há diversas penalizações, de acordo com o delito cometido, para as pessoas que ousem a não seguir as leis que asseguram a pacífica convivência entre os cidadãos. Porém, a realidade se mostra absurdamente diferente. Em muitas ocasiões, as punições para esses que cometem transgressões às normas sociais, são revogadas ou até abrandadas. Como efeito, percebemos a normalização dessas atitudes que acabam tornando parte do desafio que é conviver socialmente. É de suma importância discutir e combater essa problemática.

Além disso, a falta de interesse por parte da população em amenizar este desafio de lidar com pessoas, se mostra um grande contribuinte dos diversos problemas que surgem. Com a pouca busca pela educação formal, emocional e até comportamental, os brasileiros acabam por se privar de meios que ajudariam a compreender e solucionar diversas dificuldades que são impostas pelas relações sociais. Desse modo, a convivência se torna pesada. Um exemplo disso é o grave crescimento da discriminação de certos grupos e os desentendimentos entre as pessoas, que podem levar até ao cometimento de crimes agudos.

Diante do exposto, é imprescindível que se realizem medidas para que se amenize o desafio de conviver com os outros. Cabe à sociedade exigir do Ministério da Justiça a íntegra obediência e aplicação da Constituição Federal, assim como investimentos em educação de qualidade e interativos. Isso pode ser feito por meio de pressão junto ao poder legislativo, do mesmo jeito como ocorre em ações que implementam políticas sociais. Espera-se, portanto, que o desafio de se conviver em sociedade possa ser superado, restando somente a harmonia e o respeito interpessoal.