O desafio de se conviver em sociedade
Enviada em 16/08/2022
O escritor americano Mario Loss, em seu livro chamado “Choque Transcultural” evidencia alguns pontos importantes do convívio em sociedade, que são a equidade, levar em conta as particularidades de cada um e nunca generalizar os cidadãos de uma cultura. Desta forma, percebemos a importância e complexidade do convívio comunitário, sendo necessário para os cidadãos, além do esforço para que esse contato permaneça, o auxílio do Estado em fomentar práticas comunitárias em seu território, criando centros de convívio em todas as grandes cidades, abraçando os excluídos e solitários, além de realizar a promoção e contato entre as diversidades culturais.
Contrário a isso, foi o caminho trilhado na história do Brasil, em que foram massacradas as culturas indígenas, africanas, e posteriormente, após a abolição da escravatura, a infame tentativa dos barões do café em quase recriar a escravidão por dívidas para com os imigrantes europeus. Então percebemos que os desafios impostos hoje para uma boa vivência em um corpo social são reflexos de épocas dolorosas e violentas para a maior parte da população, que ficaram gravados em suas histórias, sendo necessário, por intermédio do governo, a manutenção do contato entre as diversas classes e etnias presentes no território nacional.
Deste modo, a falta de perceber a existência do outro e considera-lo como igual tem gerado inúmeros problemas entre a população, como discriminação, desigualdade e miséria. Portanto existe a necessidade de enxergar o outro como pessoa sem que se chegue ao extremo, como por exemplo, no experimento descrito no filme “O Poço” em que o protagonista só percebe a realidade de seus companheiros após vivencia-la da forma mais amarga possível.
Logo, entendendo a grandeza da problemática no desafio de se conviver em sociedade, se faz necessária uma intervenção por parte do Ministério da Cidadania, o qual realizará a criação de centros de convivência social, e o cadastro de cidadãos que necessitem de ajuda, assim intermediando o contato de pessoas dispostas a ajudar no convívio de pessoas socialmente excluídas. Além do contato direto com políticas escolares, para que se transforme a sociedade na raíz da educação, buscando uma sociedade mais acolhedora e saudável.