O desafio de se conviver em sociedade

Enviada em 14/10/2024

Observa-se que, de maneira análoga às rochas sedimentares, que se consolidam ao longo do tempo por meio de pequenos processos de solidificação, os desafios para se conviver em sociedade é uma questão que de instaurou lentamente, via pequenos constituintes de um todo. Dessa forma, é válido analisar o descaso esta-tal e o silenciamento midiático, que são causas que dificultam o debate sobre o tema.

Sob esse viés, a displicência do Estado representa um obstáculo na elaboração de medidas efetivas. De acordo com o jornalista Gilberto Dimenstein, na obra: “O cidadão de papel” , o Brasil é marcado pela não aplicação prática dos mecanismos legais assegurados na Constituição – como o direito à educação – e pela cidadania apenas no campo teórico. Tal fato é demonstrado mediante a inoperância do go-verno em destinar verbas para promover políticas públicas capazes de assegurar uma educação sem base ideológica, pois a propagação de uma única visão de mun-do por uma figura de autoridade dificulta a formação de uma indivíduo com capa-cidade crítica de discernimento, o tornando vulnerável a manipulações. Dessa ma-neira, a difusão de uma forma de pensamento contribui para a perpetuação de valores sociais de determinado grupo social.

Outrossim, cabe mencionar a falta de debates midiáticos e seus impactos sociais. Conforme o filósofo Michael Foucault, na sociedade pós-moderna, alguns temas são silenciados para que estruturas de poder sejam mantidas. Nesse contexto, vis-ta a inviabilidade econômica, há uma ausência de discussões sobre a permanência do etnocentrismo, em que um grupo se sente superior e tenta se impor sobre os demais. Logo, devido à banalização midiática, mazelas são conservadas, corrobo-rando ao aumento na vulnerabilidade social das minorias, como os índios.

Em suma, cabe ao Ministério da Cidadania – enquanto responsável pelo bem-estar social - criar e investir em projetos para serem trabalhados na comunidade, os quais busquem garantir os direitos sociais e individuais, por meio de peças tea-trais, atividades lúdicas, campanhas midiáticas e uma reforma educacional, a fim de formar individuos com senso crítico capazes de tomar suas próprias decisões, com o intuito de valorizar a diversidade cultural brasileira.