O desafio de se conviver em sociedade

Enviada em 28/11/2024

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma

sociedade perfeita, livre de mazelas sociais. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que os desafios de se viver de forma saudável em sociedade apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto do apoio contestável do Estado na evolução das acessibilidades humanas, quanto da ausência dos terapeutas em âmbitos sociais. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento social.

Precipuamente, é fulcral pontuar que a ausência crescente de interações sociais deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne a uma visão contraria em relação á acessibilidade humana constante. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso é nulo no contexto brasileiro. Devido o apoio das autoridades nos novos métodos para atividades socias, dentre o setor acadêmico e profissinal, acaba por promover um sedentarismo social que resulta em menos interações pelo ser humano. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal.

Ademais, é imperativo ressaltar a ausência de profissionais da psicologia em grande parte dos pontos de maior circulação social como promotor do problema. De acordo com Sigmund Freud, o ser humano se fortalece com a percepção em receber afeto e compreensão. Partindo desse pressuposto, é notório a importâcia de um psicólogo em diversa áreas sociais. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que essa carência contribui para a perpetuação desse quadro deletério.

Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar as dificulades de se viver em sociedade, necessita-se, urgentemente, que o Ministério da Saúde direcione sua atenção para tal questão, através de maiores inserções de psicólogos em áreas populares sociais e novas visões sobre as acessibilidades, que desestimula as atividades humanas. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo desses desafios e a coletividade alcançará a Utopia de More