O descrédito dado aos benefícios gerados pelas artes cênicas no Brasil
Enviada em 23/10/2025
Aldous Huxley defende: “os fatos não deixam de existir só poque são ignorados”. Tal perspectiva é verificada na invisibilidade dada aos benefícios gerados pelas artes cênicas no Brasil, visto que, essa representação artística é rica em perspectiva, criação de senso crítico e educação, porém é tratada apenas como mero entretenimento. Nesse cenário, percebe-se a configuração de um complexo problema que se enraíza na inoperância estatal e na defasagem do ensino básico.
Diante desse contexto, em primeiro plano, destaca-se a inoperância governamental como grande parte do problema. Assim, podemos ver que mesmo com a lei rouanet, que disponibiliza parte do dinheiro estatal para investimento em cultura e arte, as artes cênicas não são bem assistidas pelo poder público, poucos são os municípios que têm infraestrutura teatral e os que possuem muitas vezes está abandonado, como por exemplo o teatro Vento Forte. Logo, observa-se um descaso da parte governamental aos benefícios que poderiam está sendo gerados com as artes cênicas.
Ademais, a defasagem no ensino básico é um forte perpetuador do problema. Isso porque a qualidade do que se aprende na sala de aula durante a infância e a adolescência contribui intimamente para o contato com a arte e a cultura. Evidenciando o supracitado há a citação do professor Paulo Freire: “A educação deve ser libertadora e crítica”. Dessa forma, nossa educação deveria desde cedo nos estimular a pensar e criticar, que são benefícios do consumo de artes cênicas.
Portanto, nota-se a necessidade de resolver tal problemática. Para isso, o Governo Federal, como instancia máxima do poder executivo, deve elabora um plano de contingência juntamente com o ministério da educação por meio de uma ação que busque melhorar o ensino básico e aderir as artes cênicas no currículo escolar. A fim de que o Brasil possa desfrutar dos benefícios de tal arte.