O desemprego e as relações trabalhistas em debate no século XXI
Enviada em 15/09/2019
Gilberto Dimenstein, no decorrer de seu livro, “O Cidadão de Papel”, afirma existir, no Brasil, o que ele chama de “desemprego dos idiotas”. Nesse contexto, o número de desempregados no país é um problema crescente, seja pela seletividade “burra” das empresas, seja pela falta de preparo profissional dos jovens brasileiros. Com isso, para mitigar os efeitos desse problema, faz-se necessário a implementação de políticas públicas eficientes em conjunto com ações escolares, bem como uma mudança de postura empresarial.
Em se tratando do Brasil, cabe ressaltar a princípio, que, apesar de haver um grande número de desempregados, há também uma grande demanda por trabalhadores. Nesse sentido, tal conjuntura, de acordo com Dimenstein, baseia-se na postura empresarial, a qual confere maior importância aos cursos superiores tradicionais. Dessa maneira, uma grande gama de indivíduos aptos para assumir postos trabalhistas, no entanto sem algum tipo de formação superior, são “descartados”, configurando aquilo que o autor denomina “desemprego dos idiotas”, agravando, sobretudo, o problema de desemprego no país.
Concomitantemente, a ausência de mecanismos profissionalizantes no sistema escolar nacional é outro agravante do impasse. Diante disso e com base no filósofo A. Schopenhauer, os limites de um indivíduo são definidos a partir daquilo que é oferecido a ele. Logo, se a educação profissionalizante não é ofertada pelas escolas para ser parte integrante da formação educacional do jovem brasileiro, dificilmente este será um bom profissional preparado para enfrentar as relações trabalhistas do mercado.
Destarte, nota-se que o desemprgo é um entrave que persiste no país. Portanto, urge ao governo, em conjunto com as escolas, integrar o ensino profissionalizante ao ensino regular, por meio da utilização da educação a distância, que, além de barata e eficiente, é uma ferramenta flexível para os estudantes. Ademais, incumbe ao setor empresarial firmar uma parceria com o sistema FINDES, buscando, através disso, empregar um maior número de indivíduos formados pelo ensino profissionalizante, e não apenas aqueles que possuem graduação superior. Somente dessa forma notar-se-á uma melhora no conjunto empregatício brasileiro.