O desemprego e as relações trabalhistas em debate no século XXI

Enviada em 09/10/2019

Com o início da industrialização brasileira, surge a necessidade de um mercado consumidor, e, em paralelo a isso, o trabalho assalariado, havendo assim uma pressão para a abolição da escravidão e a vinda de imigrantes para o país. Porém, as condições de trabalho e os salários não eram os melhores e, no contexto atual, a história não mudou muito. Com isso, no que tange as relações trabalhistas e o desemprego, percebe-se a configuração de um problema, em virtude da permanência da desvalo-rização dos trabalhadores e da não regulamentação de trabalhos informais.

Em primeira análise, a desvalorização dos empregos comuns, como operários, diaristas, etc, é um fato incontestável. No Art. 6 da Constituição Federal Brasileira de 1988, fica explicito que todo cidadão tem direito a um emprego digno, mas essa não é a realidade da maioria. Sob esse âmbito, há permanência de péssimas condições de serviço e salários baixos, que são apenas fortes exemplos do descaso com os servidores.

Por conseguinte, muitos brasileiros optam pelos trabalhos informais, que, mesmo não tendo muitas garantias de bons serviços, lhes dão maior perspectiva de salário. No primeiro semestre de 2019, de acordo com o IBGE, houve uma significativa diminuição do desemprego no país, mas de acordo com o mesmo órgão do governo, constatou-se um aumento na pobreza. Com isso, a procura dos cidadãos por salários melhores, independente da regulamentação, é algo compreensível.

Logo, é imprescindível que o Estado tome as devidas providências para melhorar esse cenário. Para que empregos de qualidade e salários melhores façam parte da realidade do brasileiro, urge que o Poder Legisla-tivo, em parceria com o Ministério do Trabalho, melhorem as condições de serviço e aumentem o salário mínimo, mediante a criação de novas leis e, com verbas governamentais, promovam campanhas que conscientizem os cidadãos a sempre brigarem por seus direitos, sugerindo aos trabalhadores que denunciem caso hajam irregularidades. Somente assim, cidadãos poderão olhar para a industrialização do século XIX, e ver apenas passado.