O desemprego e as relações trabalhistas em debate no século XXI
Enviada em 15/10/2019
O filme “Tempos modernos”, estreado em 1936, demonstra, por meio de Charlie Chaplin, as crises vividas pelos operários que perderam seus postos de trabalho. Nesse sentido, o problema denunciado por Chaplin no século XX, ainda perpetua em pleno século XXI, em que substancial parcela da população sofre com o desemprego. Dessa forma, torna-se necessária cuidadosa análise acerca dos infortúnios sociais decorrentes da falta de emprego e as causas dessa adversidade.
A princípio, a superfluidade de pessoas em busca de vagas de emprego inviabiliza o desenvolvimento nacional. Logo, o conceito sociológico “Exército Industrial de Reserva”, diz respeito à grande porção de indivíduos procurando trabalho, o que provoca uma única opção para esses trabalhadores, que é o subemprego. Dessa maneira, os que estão suscetíveis a esse fenômeno passam a trabalhar de modo degradante e, até mesmo, desgastante, possibilitando que homens e mulheres sejam fragilizados de seus direitos trabalhistas e com salários indignos. Assim, se o exército industrial de reserva for a regra, as discrepâncias sociais serão ainda mais reforçadas.
De outra parte, uma das causas para o desemprego é a inovação tecnológica, que mesmo sendo positiva para a sociedade, desencadeia a ausência de vários empregos. Nessa perspectiva, a Revolução Industrial, com o surgimento da máquina à vapor, no século XVIII — na Inglaterra —, juntamente com a Revolução Agrícola, permitiram a dispensa de milhares de pessoas de seus empregos. Já no contexto brasileiro, o país sendo subdesenvolvido, participou dessas transformações no século XX, o que possibilitou maior intensificação desse problema na contemporaneidade. Isso é revelado pela alta taxa de especialização que as empresas estão propondo, só que por não se prepararem, procurarem ou não tiverem a oportunidade de evoluir juntamente com o avanço tecnológico, as pessoas vão ficando cada vez mais distantes do mercado de trabalho.
Para minimizar o desemprego, urge que o Poder Executivo incentive empresários e empreendedores a contratarem pessoas em idade ativa, por intermédio de isenções fiscais, a fim de mitigar o exército industrial de reserva e as desigualdades proporcionadas por ele. Outrossim, é importante que o Ministério do Trabalho crie programas de capacitação profissional, por meio de cursos de especialização, com a finalidade de progredir esses trabalhadores com a tecnologia. Com efeito, os problemas denunciados por Chaplin serão, em breve, apenas ficção.